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Título: Memórias Precoces de Calor e Segurança com os Pares e os Traços Borderline em Adolescentes: o papel mediador da autoaversão
Autores: Rocheteau, Ana Raquel Nave
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Adolescência - Adolescence
Traços borderline - Borderline features
Memórias precoces de calor e segurança com os pares - Early memories of warmth and safeness with peers
Autoaversão - Self-disgust
Data: 2020
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A adolescência é um estádio desenvolvimental marcado por desafios normativos que envolvem a criação de representações sobre o eu e os outros, a definição de um sentido de identidade, a adaptação de estratégias de regulação emocional e dos comportamentos nos contexto sociais, em particular no grupo de pares. Contudo, estas tarefas desenvolvimentais podem gerar dificuldades que suscetibilizam o adolescente a traços desadaptativos e ao aparecimento de psicopatologia. Objetivo: A presente investigação pretende analisar o papel da autoaversão na relação entre as memórias precoces de calor e segurança com os pares e os traços de personalidade borderline nos adolescentes. Método: Este estudo tem um desenho transversal e envolve uma amostra constituída por 451 adolescentes da população geral (260 raparigas e 185 rapazes), com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos. Os participantes preencheram um questionário sociodemográfico, a Escala de Traços de Personalidade Borderline para Adolescentes (ETPB-A), a Escala Multidimensional da Autoaversão para Adolescentes (EMA-A) e a Escala de Memórias Precoces de Calor e Segurança com os pares para Adolescentes, em versão reduzida (EMPCSPares-A). Resultados: Quando comparadas com os rapazes, as raparigas apresentaram valores mais elevados de autoaversão e de traços borderline, e níveis semelhantes nas memórias precoces de calor e segurança com os pares. O modelo de mediação foi significativo e explicou 54% da variância dos traços borderline. As memórias emocionais precoces com os pares e as dimensões da autoaversão revelaram um contributo significativo, com a exceção da exclusão (faceta específica da escala de autoaversão) e da variável sexo que não apresentaram um poder preditivo nos traços borderline. Conclusão: Os dados desta investigação sugerem que as memórias emocionais positivas com os pares podem ter um efeito relevante nas caraterísticas borderline, mesmo na presença de dimensões específicas da autoaversão, como a ativação fisiológica, cognições, emoções e evitamento. Uma melhor compreensão dos mecanismos psicológicos envolvidos no desenvolvimento dos traços borderline pode contribuir para a investigação e prática clínica em adolescentes. / Introduction: Adolescence is a development stage that stands out by normative challenges that comprise the creation of representations about the self and the others, the definition of a sense of identity, and adaptation of emotional regulatory strategies and behaviors in social contexts, particularly within the group of peers. However, these tasks can generate difficulties that make the adolescent very exposed to disadaptative traits and the appearance of psychopathologies. Objectives: This research aims to analyze the role of self-disgust in the relationship between early memories of warmth and safeness with peers and borderline personality features in adolescents. Method: The research has a cross-sectional design is applied to a sample of 451 adolescents from the general population (260 girls and 185 boys) and aged between 13 and 18 years. Participants filled a questionnaire which included besides sociodemographic variables, the Borderline Personality Features Scale for Children (BPFS-C), the Multidimensional Self-Disgust Scale for Adolescents (MSDS-A), and the Early Memories of Warmth and Safeness Scale, in reduced version (EMWSSPeers-A). Results: The outputs show that girls have higher values of self-disgust and borderline features than boys, as well as similar levels in early memories of warmth and safeness with peers. The mediation model is significant and explains 54% of the variance of the borderline traits. Moreover, exception made to exclusion (a specific dimension of the self-disgust scale) and gender, which do not have a predictive power in borderline features, the early emotional memories with peers and dimensions of self-disgust also make a significant contribution to the explanation. Conclusion: In conclusion, the data of this research suggest that positive emotional memories with peers may have a relevant effect on borderline characteristics and on the presence of specific dimensions of self-disgust, such as physiological activation, cognitions, emotions and avoidance. This means that a better understanding of the psychological mechanisms involved in the development of borderline traits can contribute to clinical practices and research on adolescence.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/1206
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