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Título: O impacto da Afetividade do Funcionamento Cognitivo
Autores: Correia, Ana Raquel Pereira
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Afetividade - Affectivity
Défice cognitivo - Cognitive impairment
Idosos - Elderly
Envelhecimento - Aging
Data: Jul-2012
Editora: ISMT
Resumo: Sabe-se que a afetividade se se relaciona com o défice cognitivo e que o défice cognitivo constitui um risco para a demência. A revisão da literatura, no entanto, não responde à questão: os afetos positivos e negativos aumentam/diminuem o risco para o défice cognitivo? O nosso objetivo é, então, analisar a relação entre afetividade e défice cognitivo e averiguar qual o impacto dos afetos positivos e negativos no défice cognitivo. Dentro deste objetivo, queremos caracterizar a população idosa relativamente à intensidade da afetividade e nível do funcionamento cognitivo; estudar a relação entre afetividade e funções cognitivas, controlando o efeito das variáveis sociodemográficas e emocionais; comparar a afetividade entre os tipos de défice; avaliar a relação entre afetividade e sintomatologia, controlando o efeito do défice; determinar qual o impacto da afetividade no funcionamento cognitivo, controlando as variáveis que tenham revelado associações estatisticamente significativas com a afetividade e com o défice cognitivo. Como metodologia, inquirimos 588 idosos com uma idade média de 80,82 anos (DP = 6,68) através do Positive and Negative Affect Schedule (PANAS), do Mini-Mental State Examination (MMSE), do Geriatric Depression Scale (GDS) e do Geriatric Anxiety Inventory (GAI). Verificámos uma alta prevalência de afeto positivo de alto/muito alto (77,5%), e de afeto negativo baixo/moderado (52,1%) e uma elevada prevalência de défice cognitivo (73,3%). Verificámos também, que quanto maior for défice, menor é o afeto positivo e maior o afeto negativo. Comprovámos que o afeto positivo se se relaciona positiva e significativamente com o MMSE, e negativamente com os sintomas ansiosos e depressivos. Finalmente verificámos que os idosos com menos afeto positivo têm um risco acrescido de ter défice cognitivo. Concluimos que, pela possibilidade que há em reverter o défice cognitivo, se torna importante a criação de condições que favoreçam o bem-estar e qualidade de vida do idoso melhorando a sua afetividade positiva, controlando regularmente o funcionamento cognitivo através de um instrumento de diagnóstico o aparecimento de défice cognitivo. / It is known that affectivity is related to cognitive impairment, and that cognitive impairment constitutes a risk for dementia. The literature review, however, does not answer the question: positive affect and negative increase/decrease the risk of cognitive impairment? Our goal is then to analyze the relationship between affectivity and cognitive impairment, and to investigate the impact of positive and negative affect on cognitive impairment. Within this goal, we want to characterize the elderly population as to the intensity of affectivity, level of cognitive functioning; to study the relationship between affectivity and cognitive functions, controlling the effect of sociodemographic and emotional variables; to compare the affectivity between the types of deficit; assess the relationship affectivity and symptoms, controlling the effect of cognitive impairment; determine the impact of affect in cognitive functioning, controlling the variables that have shown statistically significant associations with affectivity and cognitive impairment. As a methodology, we inquired 588 elderly patients with a mean age of 80.82 years (SD = 6.68) using the Positive and Negative Affect Schedule (PANAS), the Mini-Mental State Examination (MMSE), the Geriatric Depression Scale (GDS) and the Geriatric Anxiety Inventory (GAI). We found a high prevalence of high/very high positive affect (77.5%), and high prevalence of low/moderate negative affect (52.1%), and a high prevalence of cognitive impairment (73.3%). We also found that the higher the cognitive impairment, the smaller the positive affect, and the higher the negative affect. We have confirmed that the positive affect is related positively and significantly with the MMSE, and negatively with anxiety and depression symptoms. Finally, we found that elderly patients with less positive affect have an increased risk of having cognitive impairment. In conclusion, because of the possibility to reverse the cognitive impairment, it becomes important to create conditions that favor the well-being and quality of life of the elderly by improving their positive affect, controlling regularly cognitive functioning through a diagnostic tool the onset of cognitive impairment.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/153
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