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Título: Otimismo, Resiliência e Sobrecarga Familiar nos Pais de Crianças Apoiadas pela Equipa Local de Intervenção Precoce de Leiria
Autores: Pinto, Joana Margarida Mateus
Marques, Mariana (Orientadora)
Palavras-chave: Deficiência - Disability
Sobrecarga familiar - Family overburden
Otimismo - Optimism
Resiliência - Resilience
Data: 2013
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: O impacto (sobrecarga) sentido pela família, associado à presença de deficiência numa criança, pode implicar momentos muito intensos, contribuindo para que as famílias se deparem com inúmeros obstáculos e desafios, sendo frequente a emergência de um conjunto de exigências que implicam a reorganização familiar a múltiplos níveis. Contudo existem evidências de que algumas famílias “resistem” e conseguem uma adaptação positiva a esta nova condição. O objetivo central deste estudo foi analisar de que forma os níveis de resiliência e de otimismo dos progenitores de crianças com deficiência influenciam o impacto familiar (sobrecarga objetiva) e os níveis de ansiedade, stress e depressão (sobrecarga subjetiva) vivenciados pelos mesmos. Não esquecemos possíveis associações entre algumas variáveis sociodemográficas e a sobrecarga (objetiva e subjetiva) associada ao facto de se ter um filho com deficiência. Com base nas associações encontradas, foi nosso objetivo final explorar quais mostravam ser os preditores dos dois tipos de sobrecarga, nesta amostra. Metodologia: A amostra é composta por 80 pais de crianças (dos zero aos seis anos) que reúnem os critérios de elegibilidade para apoio da Equipa Local de Intervenção Precoce na Infância do Distrito de Leiria (idade média = 36,0; DP = 5,87). Estes pais preencheram um protocolo constituído por um questionário sociodemográfico, pelo Teste de Orientação para a Vida (LOT-R), pela Escala de Avaliação Global da Resiliência (EAGR), pela Escala de Impacto familiar (EIF) e pela Escala de Depressão Ansiedade e Stress (DASS-21). Resultados: Verificou-se que as mães apresentavam níveis mais baixos de resiliência e otimismo e níveis mais elevados de sobrecarga subjetiva por comparação com os pais. Não se verificou associação entre a sobrecarga objetiva (impactofamiliar) a resiliência e otimismo, assim como com as variáveis da sobrecarga subjetiva (depressão, ansiedade e stress). No caso das mães, níveis mais altos de resiliência e otimismo associavam-se a níveis mais baixos de depressão, ansiedade e stress. Os progenitores que referem que o seu filho não é acompanhado em nenhum enquadramento socioeducativoe que recebemapoio emocional/instrumental apresentam maior impacto familiar. No caso dos homens, as variáveis sociodemográficas que apresentaram associação com as dimensões da sobrecargasubjetiva (depressão, ansiedade e stress) foram o númerode filhos, a idade do filho e a idade do próprio progenitor. Nas mulheres, as variáveis que apresentaram associações significativas foram a situação face ao trabalho, enquadramento socioeducativo e ajuda a cuidar do filho. Nas análises preditivas foi possível constatar que o número de filhos era preditor da depressão e quea idade predizia a ansiedade (nos homens). A ajuda a cuidar do filho e o otimismo forampreditoras do stressnas mulheres (de risco e protetor, respetivamente). Conclusão/Discussão: As mães experienciam mais psicopatologia que os pais, bem como níveis mais baixos nos construtos positivos, em congruência com a literatura. Verificou-se que a resiliência e o otimismo dos progenitores de crianças com deficiência nãoinfluenciam a sobrecarga objetiva (em ambos os sexos), contrariamente ao que era esperado, eventualmente pela questão da desejabilidade social. No caso das mães, o otimismo mostrou ser “protetor”face aostress. É essencial, no âmbito da intervenção precoce priorizar as necessidades e as preocupações da família desenvolvendo as suas competências de forma a promover a sua autonomia e bem-estar, bem como valorizar constantemente os fatoresprotetores (resiliência e optimismo) enquanto elementos essenciais para enfrentar a adversidade reconhecendo as singularidades, crenças, valores e prioridades de cada família. / Introduction: The impact (overburden) felt by the family, associated to the presence of a disability in a child, can implicate very intense moments, contributing to the fact that the families have to face numerous obstacles and challenges and often the emergence of a set of demands that requires the family reorganization at multiple levels. However, there is evidence that some families “resist” and succeed in having a positive adaptation to this new condition. The main objective of this study was to analyze how the resilience and optimism levels of the children’s parents influence the impact in the family (objective overburden) and the anxiety, stress and depression levels (subjective overburden) experienced by them. We do not forget possible associations among some socio-demographic and the (objective and subjective) overburden associated to the fact of having a disabled child. Based on the associations found, it was our final objective to explore those that showed being the predictors of these two types of overburden, in this sample. Methodology: The sample comprises 80 parents of (0 to 6 year-old) children that gather the eligibility criteria to get support from the Local Early Intervention Team for Children of the Leiria District (average age = 36.0; DP = 5.87). These parents filled in a protocol constituted by a socio-demographic questionnaire, by Life Orientation Test (LOT-R), by the Global Assessment Scale of Resilience (EAGR), by the Family Impact Scale (EIF) and by the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21). Results:It was verified that mothers showed lower levels of resilience and optimism and higher levels of subjective overburden when compared to the fathers. We did not observe any association between the objective overburden (family impact) resilience and optimism, as well as with the subjective overburden (depression, anxiety and stress). In the mothers’ case, higher levels of resilience and optimism were associated to lower levels of depression, anxiety and stress. The parents that referred that their child was not followed-up by any social-educational Framework and who received emotional /instrumental support displayed higher family impact. In the men’s case the social-demographical that displayed an association with the subjective overburden (depression, anxiety and stress) dimensions were the number of children, the child’s age and the age of the parent. In women the variables that displayed significant associations were the situation in relation to their Job, the social-education Framework and help in taking care of the child. In the predictive analysis it was possible to verify that the number of children was the predictor of depression and that the age predicted the anxiety (in men). The help to take care of the child and the optimism showed that they were the predictors for stress in women (of risk, protective) respectively. Conclusion / Discussion: Mothers have a tendency to experience more psychopathology than fathers, as well as lower levels in the positive constructs, which is usually found in literature. It was verified that the resilience and optimism of parents with disabled children do not influence the objective overburden (in both genders), contrary to the expected, eventually due to the social desirability issue, having seen that in the mothers’ case the optimism was the predictor (protective factor) of stress (subjective overburden). It is essential, within the early intervention scope to prioritize the family’s needs and concerns, by developing their competences in order to promote their autonomy and well-being as well as the constant valorisation of the protective factors (resilience and optimism) as the determinant way to face adversity recognizing the singularities, beliefs, values and priorities of each family.
URI: http://dspace.ismt.pt/xmlui/handle/123456789/316
Aparece nas colecções:Dissertações de Mestrado Psicologia

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