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Título: Experiências Dissociativas e Traumáticas, Otimismo, Esperança, Mindfulness e Autocompaixão em Pessoas com Deficiência Visual
Autores: Silva, Maria da Conceição Marques da
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Deficiência visual - Visual impairment
Experiências dissociativas - Dissociative experiences
Experiências traumáticas - Traumatic experiences
Otimismo - Optimism
Esperança - Hope
Mindfulness - Mindfulness
Autocompaixão - Self Compassion
Data: 2014
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A deficiência visual é classificada em duas categorias: a cegueira e a amblíopia. A cegueira, de um ponto de vista do desenvolvimento, também é classificada em duas categorias: congénita e adquirida. Estudos apontam para a existência de limitações cognitivas, perfis de personalidade mal adaptativos e probabilidade de psicopatologia, superiores em sujeitos com deficiência visual adquirida. É conhecida a relação entre as experiências traumáticas e dissociação, bem como, estas são duas condições conducentes a sintomas psicopatológicos. Outros estudos, do âmbito da psicologia positiva, têm demonstrado que o otimismo, autocompaixão, o mindfulness e a esperança influenciam positivamente a depressão, a ansiedade e o stress. Objetivo: Este estudo pretendeu investigar se há diferenças nas dimensões positivas, Esperança, Otimismo, Mindfulness e Autocompaixão pelo tipo de dificiência visual, congénita ou adquirida. Pretendemos ainda estudar a intensidade e gravidade da dissociação que frequentemente se associa à presença de experiências traumáticas e ainda da sintomatologia depressiva, ansiedade e stress, verificar se haverá diferenças entre os dois grupos de cegueira. Temos como último objetivo verificar se há relação entre as variáveis positivas e as variaveis negativas. Metodologia: A amostra é constituida por um total de 20 sujeitos, tendo 11 sujeitos deficiência visual congénita (n = 11; idade média: M = 39,09; DP = 8,8) e 9 sujeitos deficiência visual adquirida (n = 9; idade média: M = 44,8; DP = 14,3). Todos os sujeitos responderam a uma bateria de testes composta por: um questionário sóciodemográfico, a Dissociative Experiences Scale (DES) para avaliar as experiências dissociativas, a Depression, Anxiety and Stress Scale21/DASS-21 para avaliar os estados emocionais negativos e para avaliação das experiências traumáticas utilizamos a TEC - Escala de Experiências Traumáticas. Para avaliação das experiências positivas foram utilizadas: a Escala da Auto-Compaixão (SELFCS), o Inventário de Mindfulness de Freiburg (FMI) – Versão Reduzida, a Escala do Otimismo e a Escala sobre a Esperança. Resultados: Verificou-se que os sujeitos com deficiência adquirida reportam um número de esperiências traumáticas significativamente mais elevado que os sujeitos com deficiência congénita (respetivamente, M ± DP = 6,22 ± 1,99 vs. M ± DP = 3,60 ± 2,32; t = 2,632; p < 0,05). Através da análise do tamanho do efeito entre os dois grupos, analisado através do modelo de Hedges (g), os resultados obtidos apresentam tamanhos de efeito alto no total das experiências traumáticas (g = 1,16) e no item da TEC abuso fisíco (g = 0,87). O item da escala FMI presença apresenta um valor médio (g = 0,77). Comparando as médias obtidas no nosso estudo com as médias dos estudos originais, nas escalas DES, DASS-21 e TEC, no nosso estudo encontrámos médias superiores. Nas escalas de construtos positivos SELFCS, FMI e Otimismo as médias encontradas no nosso estudo são inferiores a outros estudos que usaram os mesmo instrumentos. Conclusões: Com base na presente investigação, concluímos que os indivíduos com deficiência visual adquirida apresentam um número mais elevado de experiências traumáticas, do que os indivíduos com deficiência congénita. Potencialmente, este resultado mostra que a aquisição de deficiência visual poderá constituir uma experiência traumática ou propiciar a ocorrência de experiências traumáticas. Dada a importância deste achado para a intervenção, sugere-se a replicação deste estudo com amostras maiores, e comparação com sujeitos não reabilitados e/ou sujeitos com outro tipo de deficiências congénitas e adquirida. / Introduction: Visual impairment it’s classified in two categories: blindness and amblyopia. Blindness from a developmental point of view is also classified in two categories: congenital and acquired. Studies aim for the existence of cognitive limitations, badly adapted personality profiles and a risk of psychopathology, superior in subjects with acquire visual impairment. The relation between traumatic experiences and dissociation are known as well as this two conditions leading to psychopathologic symptoms. Other studies in the range of positive psychology have shown that optimism, self-love, mindfulness and hope will positive influence depression, anxiety and stress. Goal: This study aim was to investigate if there are any differences in the positive dimensions, hope, optimism, mindfulness and self-love regarding the type of visual impairment, congenital or acquired. We also aimed to study the intensity and seriousness of the dissociation that is usually associated with traumatically experiences and also of the depressive symptomatology, anxiety and stress and check if there are any difference in the two types of blindness. Our final point is to check if there are any relation between the positive and negative variables. Methodology: The sample is constituted of a total of 20 subjects, where 11 subjects have congenital visual impairment (n = 11; average age: M = 39,09; DP = 8,8) and 9 subjects have acquire visual impairment (n = 9; average age: M = 44,8; DP = 14,3). Every subject responded to a series of tests that included: a social demographic questionnaire, a Dissociative Experiences Scale (DES) in order to evaluate the dissociative experiences, a Depression, Anxiety and Stress Scale -21/DASS-21 to evaluate the negative emotional states and in order to evaluate traumatic experiences we used TEC- Traumatic Experiences Scale. To evaluate the positive experiences we used: a Self-Compassion Scale (SELFCS), the Inventory of Mindfulness from Freiburg (FMI) - reduced version, the Optimism Scale and a Hope Scale regarding hope. Results: We were able to verify that the subjects with acquire visual impairment report a much higher number of traumatic experiences than the subjects with congenital visual impairment (respectively, M ± DP = 6,22 ± 1,99 vs. M ± DP = 3,60 ± 2,32; t = 2,632; p < 0,05). Through the analyses of the size in the effect of the two groups, analysing through the Hedges model (g), the final findings present high effect in the total of the traumatically experiences (g = 1,16) and in the item of TEC physical abuse (g = 0,87). The FMI scale presented and medium value (g = 0,77). Comparing the obtain averages in our study with the avatars of the original studies, on the DES scales, DASS-21 and TEC, in our study we found higher averages. On the positive constructs SELFCS, FMI and optimism the averages found in our study are inferior than the ones found in the other studies that used the same tools. Conclusions: Based on the present investigation, we can conclude that the individuals with visual impairment acquired present a higher level of traumatically experiences than the individuals with congenital impairment. Potentially, this result shows that the acquisition of a visual impairment can constitute a traumatic experience or help in the occurrence of traumatic experiences. Give the importance of this finding, it is suggested the reapplication of this study in higher samples and the comparison with subjects non rehabilitated and/or subjects with other types of acquired and congenital impairments.
URI: http://repositorio.ismt.pt/xmlui/handle/123456789/449
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Tese Conceição Silva.pdfDocumento principal1.73 MBAdobe PDFVer/Abrir
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DASS21Portuguese.pdfAnexo 2118.63 kBAdobe PDFVer/Abrir
DES.pdfAnexo 367.41 kBAdobe PDFVer/Abrir
Escala Sobre a Esperança.pdfAnexo 4200.01 kBAdobe PDFVer/Abrir
Escala Sobre o Optimismo.pdfAnexo 5197.31 kBAdobe PDFVer/Abrir
TEC.pdfAnexo 8144.13 kBAdobe PDFVer/Abrir


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