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Título: A Auto-compaixão em Adolescentes: o papel das memórias emocionais precoces, temperamento, empatia e ansiedade social
Autores: Estrela, Cátia Vanessa Ferreira
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Auto-compaixão - Self-compassion
Adolescência - Adolescence
Ansiedade social - Social anxiety
Inibição comportamental - Behavioral inhibition
Empatia - Empathy
Memórias precoces de calor e segurança - Early memories of warmth and safeness
Data: 2014
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A auto-compaixão define-se através de uma postura calorosa e de aceitação connosco próprios, perante adversidades, mostrando atenção e sensibilidade ao nosso próprio sofrimento. Associados a este sentimento estão outros conceitos importantes que o podem influenciar positiva ou negativamente. Objetivos: Este estudo pretende analisar qual o contributo de determinadas variáveis, como a ansiedade social, empatia, memórias precoces de calor e segurança e inibição comportamental na manifestação da auto-compaixão nos adolescentes. Paralelamente pretende, igualmente, apurar possíveis diferenças entre género, idade e escolaridade. Por fim é analisado de que forma as variáveis se relacionam entre si e qual o conjunto que melhor prediz a auto-compaixão. Método: A amostra é constituída por 207 adolescentes (107 rapazes e 100 raparigas) com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos, a frequentarem o ensino básico e secundário do ensino regular. Os participantes preencheram uma folha de dados sociodemográficos e completaram 5 instrumentos de auto-resposta fidedignos que avaliaram a auto-compaixão (SCS; Neff, 2003), ansiedade social (SAS-A; La Greca & Lopez, 1998), a inibição comportamental (RSRI; Reznick, 1992), a empatia (QACEC; Zoll & Enz, 2010) e as memórias precoces de calor e segurança (EMWSS-A; Richter, Gilbert & McEwan, 2009). Resultados: Os resultados obtidos indicaram diferenças significativas entre rapazes e raparigas relativamente à auto-compaixão, à empatia, inibição comportamental e ansiedade social. A idade e a escolaridade apenas se mostraram associadas à inibição comportamental. Por sua vez a compaixão demonstrou uma associação significativa e no sentido esperado com as variáveis em estudo, à exceção da empatia que não apresentou qualquer correlação significativa. O modelo preditor da auto-compaixão é constituído pelo medo de avaliação negativa, memórias positivas precoces em relação aos pais, género, temperamento de inibição comportamental e ansiedade social em situações novas, explicando 40% da sua variância. Conclusões: Devido ao contributo de novas variáveis, este estudo apresenta um papel inovador para uma melhor compreensão da auto-compaixão nos adolescentes. Deste modo, verifica-se que as memórias emocionais precoces, temperamento de inibição comportamental, ansiedade social, bem como o género a que pertencem os adolescentes desempenham um papel importante na manifestação da auto-compaixão enquanto traço. Ainda que não seja possível estabelecer uma relação causal entre as variáveis, estas podem apontar possíveis vias para o desenvolvimento de auto-compaixão, enquanto uma estratégia de regulação emocional mais positiva e adaptativa para lidar com o sofrimento ou adversidades. / Introduction: Self-compassion is defined by a warm attitude and acceptance with ourselves before adversity, showing attention and sensitivity to our own suffering. Associated with this feeling are other important concepts that can positively or negatively influence. Objectives: This study intends to analyze the contribution of certain variables, such as social anxiety, empathy, early memories of warmth and safety and behavioral inhibition in the manifestation of self-compassion in adolescents. Parallel intends also investigate possible differences between gender, age and education. Finally, it is analyzed how the variables relate to each other and which set best predicts self-compassion. Method: The sample consisted of 207 adolescents (107 boys and 100 girls) aged between 12 and 18 years, attending the school education in regular education. Participants completed a demographic data sheet and completed five instruments reliable auto-response that assessed self-compassion (SCS; Neff, 2003), social anxiety (SAS-A; La Greca & Lopez, 1998), behavioral inhibition (RSRI; Reznick, 1992), empathy (QACEC; Zoll & Enz, 2010) and early memories of warmth and security (EMWSS-A; Richter, Gilbert & McEwan, 2009). Results: The results indicated significant differences between boys and girls regarding self-compassion, empathy, behavioral inhibition and social anxiety. The only age and education were associated with behavioral inhibition. Turn the compassion demonstrated a significant association and in the expected direction with the study variables, except for empathy showed no significant correlation. The predictive model of self-compassion consists of the fear of negative evaluation, early positive memories in relation to parents, gender, temperament of behavioral inhibition and social anxiety in new situations, explaining 40% of its variance. Conclusions: Due to the contribution of new variables, this study presents a novel role for a better understanding of self-compassion in adolescents. Thus, it appears that the early memories emotional, behavioral inhibition temper, social anxiety, as well as gender teenagers belong to play an important role in the manifestation of self-compassion as stroke. Although it is not possible to establish a causal relationship between variables, they can point out possible avenues for the development of self-compassion, while a strategy of more positive and adaptive emotion regulation to deal with suffering and adversity.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/578
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