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Título: Avaliação do Clima Emocional na Sala de Aula: desenvolvimento e validação de um novo instrumento para adolescentes
Autores: Henriques, Ângela Isabel Trindade
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Clima emocional na sala de aula - Emotional climate in the classroom
Adolescência - Adolescence
Análise fatorial confirmatória - Confirmatory factor analysis
Propriedades psicométricas - Psychometric properties
Data: 2019
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: O clima escolar pode ser caraterizado pela qualidade das interações que o aluno tem para com a comunidade escolar (professores, funcionários, colegas/amigos), bem como pelo envolvimento e sentimento de segurança física e psicológica presente neste contexto específico, o qual influencia consequentemente o desenvolvimento cognitivo, social e psicológico dos alunos. Neste sentido, e tendo em conta que a escola é um espaço privilegiado para o desenvolvimento equilibrado e saudável dos adolescentes, Albuquerque, Matos, Cunha, Galhardo, Palmeira e Lima (2019) desenvolveram uma escala que avalia diferentes tipos de emoções na sala de aula, designada por Escala de Avaliação do Clima Emocional na Sala de Aula (EACESA). O desenvolvimento da escala foi baseado numa abordagem evolucionária e motivacional que aponta a interdependência de três sistemas diferentes na regulação do afeto (Gilbert, 2005; Gilbert, 2019). Objetivos: Desenvolvimento e validação de um novo instrumento para a população de adolescentes designado de EACESA. Pretendeu-se analisar a sua estrutura fatorial e propriedades psicométricas, bem como explorar a sua relação com outras medidas de afeto positivo e negativo, estados emocionais negativos, formas de autocriticismo e de autotranquilização e a qualidade de vida. Métodos: A amostra final incluiu 390 adolescentes portugueses (179 rapazes e 211 raparigas), com idades compreendidas entre os 12 e os 19 anos de idade, a frequentarem entre o 7º e o 12º ano de escolaridade. Para além da EACESA, os participantes preencheram os seguintes instrumentos: Escala de Tipos de Afeto Positivo (ETAP), Escala das Formas de Autocriticismo e de Autotranquilização para Adolescentes (EFAAA), Escala de Ansiedade, Depressão e Stresse (EADS-21), Escala de Afeto Positivo e Negativo para Crianças (EAPAN-C) e o Questionário de Qualidade de Vida em Crianças e Adolescentes (Kidscreen 10). Resultados: O modelo hipotetizado de três fatores da EACESA (Segurança, Drive e Ameaça) foi testado através de uma análise fatorial confirmatória, revelando um bom ajustamento aos dados (χ2/gl = 2,93; CFI = 0,91; GFI = 0,92; RMSEA = 0,07). As subescalas apresentaram uma consistência interna adequada (α = 0,73 para a subescala de segurança, α = 0,86 para a subescala de drive e α = 0,70 para a subescala de ameaça). Foram encontradas diferenças de género, manifestando os rapazes valores mais elevados nas subescalas de segurança e drive e as raparigas valores mais elevados na subescala de ameaça. A idade não mostrou uma correlação significativa com qualquer das subescalas da EACESA. A escala apresentou uma boa estabilidade teste-reteste no intervalo de 1 mês. As subescalas Segurança e Drive da EACESA apresentaram correlações positivas significativas com os tipos de afeto positivo, com a afetividade positiva, com a autotranquilização e com a qualidade de vida. Apresentaram-se também correlacionadas, mas negativamente com os estados emocionais negativos, com a afetividade negativa e com as formas de autocriticismo (Eu Detestado e Eu Inadequado). Já a subescala de Ameaça apresentou correlações positivas e significativas com os estados emocionais negativos, com a afetividade negativa e com as formas de autocriticismo, bem como uma associação negativa com os tipos de afeto positivo, com a afetividade positiva, com a autotranquilização e com a qualidade de vida. Conclusão: Este estudo demonstrou que a EACESA é um instrumento robusto e fidedigno que permite a avaliação do clima emocional na sala de aula, identificando três sistemas diferentes associados a sentimentos de segurança/tranquilização, de drive/ procura-recompensa e de defesa/ameaça. / Introduction: The school climate can be characterized by the students’ quality of interactions with the school community (teachers, staff, colleagues/friends), as well as by the involvement and feeling of physical and psychological security present in this specific context, which consequently influences the cognitive, social and psychological development of students. Therefore, considering that the school is a privileged space for the balanced and healthy development of adolescents, Albuquerque, Matos, Cunha, Galhardo, Palmeira and Lima (2019) developed a scale that evaluates different kinds of emotions in the classroom, called the Classroom Emotional Climate Assessment Scale (EACESA). The development of the scale was based on an evolutionary and motivational approach that points to the interdependence of three different systems in affect regulation (Gilbert, 2005; Gilbert, 2019). Objectives: Development and validation of a new instrument for the adolescent population designated by EACESA. It was intended to analyse its factorial structure and psychometric properties, as well as explore its relationship with other measures of positive and negative affect, negative emotional states, forms of self-criticism and selfreassurance and quality of life. Method: The final sample included 390 Portuguese adolescents (179 boys and 211 girls), with aged between 12 and 19 years old, attending between 7th and 12th year of schooling. In addition to the EACESA, participants completed the following instruments: Activation and Safe/Content Affect Scale (ETAP), Depression Anxiety Stress Scales (DASS-21), Forms of Self‐Criticizing and Self-Reassuring Scale (FSCRS), Positive Affect and Negative Affect for Children Scale (PANAS-C) and the Children and Adolescent Quality of Life Questionnaire (Kidscreen 10). Results: The hypothesized EACESA three factor model (Safe, Drive and Threat) was tested by confirmatory factor analysis, adjustment a good fit to the data (χ2 / gl = 2.93; CFI = 0.91; GFI = 0.92; RMSEA = 0.07). The subscales had an adequate internal consistency (α = 0.73 for the safe subscale, α = 0.86 for the drive subscale and α = 0.70 for the threat subscale). Gender differences were found, with boys indicating higher values in the safe and drive subscales and girls indicating values in the threat subscale. Age did not show a significant correlation with any of the EACESA subscales. The scale showed good test-retest stability within 1 month. EACESA Safe and Drive subscales showed significant positive correlations with the types of positive affect, positive affectivity, self-reassurance and quality of life. They were also correlated, but negatively, with negative emotional states, negative affectivity, and forms of self-criticism (I Hated and I Inappropriate). The Threat subscale showed positive and significant correlations with negative emotional states, negative affectivity and forms of self-criticism, as well as a negative association with positive affect types, positive affectivity, self-reassurance and quality of life. Conclusion: This study demonstrated that the EACESA is a robust and reliable instrument that allows to the assessment of the emotional climate in the classroom, identifying three different systems associated with feelings of safe/reassurance, drive/seek-reward and defense/threat.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/995
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