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Título: Resiliência e Funcionamento Familiar na Doença Oncológica: perceção dos pacientes
Autores: Carmo, Inês Francisco do
Sequeira, Joana (Orientadora)
Palavras-chave: Funcionamento familiar - Family functioning
Resiliência familiar - Family resilience
Doentes oncológicos - Cancer patients
Data: 2019
Editora: ISMT
Resumo: Objetivo: Esta investigação pretende estudar a perceção do funcionamento familiar e a resiliência familiar em doentes oncológicos. Metodologia: Participaram 150 doentes oncológicos, com idades compreendidas entre os 19 e os 91 anos. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Avaliação da Flexibilidade e da Coesão Familiar (FACES IV), a Walsh Family Resilience Questionnaire (WFRQ) e o questionário sociodemográfico familiar e clínico. Resultados: Os doentes percecionam as suas famílias como coesas, apresentando resultados altos na coesão equilibrada. Apresentam boa comunicação familiar e estão moderadamente satisfeitos com a família. Percecionam algum emaranhamento e rigidez, níveis muito baixos de caoticidade e desmembramento. A perceção de resiliência familiar é elevada no score total e em cada um dos fatores. Em todas as subescalas da WFRQ são as mulheres que pontuam mais alto, percecionando elevada resiliência familiar. Os pacientes que não têm familiares diretos com doença oncológica percecionam a família como mais rígida e os que têm apresentam melhor perceção da comunicação na família. Os pacientes que têm diagnóstico há entre 1 e 2 anos apresentam maior resiliência em todas as dimensões e, em específico, na comunicação e resolução de problemas. Todas as dimensões do funcionamento familiar estão correlacionadas forte ou muito fortemente com as subescalas da resiliência, e as subescalas desequilibradas apresentam correlações negativas, estatisticamente significativas, moderadas e fortes com todas as dimensões da resiliência familiar. Conclusões: Este estudo permite concluir que o funcionamento familiar e a resiliência familiar estão correlacionados e que os pacientes parecem ajustar-se adaptativamente aos desafios da doença oncológica. A elevada perceção de resiliência reforça a ideia de que os desafios e crises fazem emergir capacidades adaptativas. / Objective/Purpose: This research aims to study the perception of family functioning and family resilience in cancer patients. Methodology: A total of 150 cancer patients participated in this research. The ages varied between 19 and 91 years old. The research protocol included the Family Adaptability and Cohesion Scale (FACES IV), the Walsh Family Resilience Questionnaire (WFRQ) and the family and clinical sociodemographic questionnaire. Results: Patients perceive their families as cohesive, showing high results in balanced cohesion. They have good family communication and are moderately satisfied with their families. They perceive some enmeshment and rigidity, very low levels of chaoticy and disengagement. The perception of family resilience is high in the total score and in each of the factors. On all WFRQ subscales woman score higher, perceiving highest family resilience comparing to man. Patients who do not have direct relatives with cancer disease perceive the family as more rigid. Patients who have direct relatives with cancer have a better perception of communication in the family. Patients who have been diagnosed for 1 and 2 years show greater resilience in al dimensions namely, in communication and problem solving. Those who have been diagnosed for less than 1 year perceive less resilience. All dimensions of family functioning correlate strongly or very strongly with resilience subscales, and unbalanced subscales show negative, statistically significant, moderate, and strong correlations with all dimensions of family resilience. Conclusions: This study concludes that family functioning and family resilience are correlated and that patients and their families respond adaptively to the challenges posed by cancer disease. The high perception of resilience reinforces the idea that challenges and crises give rise to adaptive capabilities.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/996
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