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Título: Propriedades psicométricas da Frontal Assessment Battery na esclerose múltipla
Outros títulos: Psychometric properties of the Frontal Assessment Battery in multiple sclerosis
Autores: Henriques, Sandra
Espírito-Santo, Helena
Cunha, Luís
Daniel, Fernanda
Lemos, Laura
Palavras-chave: Esclerose múltipla - Multiple sclerosis
Frontal Assessment Battery - Frontal Assessment Battery
Funcionamento executivo - Executive functioning
Data: 30-nov-2019
Editora: Departamento de Investigação & Desenvolvimento
Citação: Henriques, S., Espirito-Santo, H., Cunha, L., Lemos, L., & Daniel, F. (2019). Propriedades psicométricas da Frontal Assessment Battery na esclerose múltipla. Revista Portuguesa De Investigação Comportamental E Social, 5(2), 19-37. https://doi.org/10.31211/rpics.2019.5.2.159
Resumo: Contexto: A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença desmielinizante crónica que pode envolver alterações cognitivas e executivas. As alterações executivas, relacionadas essencialmente com o lobo frontal, podem ser subdiagnosticadas, uma vez que os instrumentos utilizados na EM são extensos e complexos, podendo os seus resultados ser comprometidos pelos níveis de fadiga que poderão daí decorrer. A Bateria de Avaliação Frontal (FAB) é de aplicação rápida e simples e avalia as funções do lobo frontal. Objetivo: Explorar as propriedades psicométricas da FAB numa amostra de doentes com EM. Métodos: No estudo avaliaram-se 68 doentes com EM e 81 indivíduos sem diagnóstico de doença neurológica (amostra de controlo) com a FAB, a Subescala executiva do Montreal Cognitive Assessment/MoCA-E e o Teste de Fluências Verbais Fonéticas/TFVF. Vinte e nove doentes foram reavaliados com a FAB (intervalo 4-8 semanas). Resultados: Na amostra com EM, a consistência interna revelou-se adequada e a estabilidade temporal situou-se entre moderada a alta nas subescalas Semelhanças, FluênciasLexicais, Séries Motoras de Luria e Go-no-Go. A FAB correlacionou-se de forma elevada com o MoCA-E e TFVF, atestando a sua validade convergente, e a sua estabilidade temporal teste-reteste revelou-se adequada. A amostra com EM teve pontuações significativamente inferiores nas subescalas Fluências Lexicais e Séries Motoras de Luria comparativamente com a amostra de controlo (p < 0,05). Na EM, a FAB discriminou os níveis de escolaridade (p < 0,001) e a subescala Séries Motoras de Luria diferenciou os padrões de EM (p < 0,05). Conclusões: A FAB apresenta propriedades psicométricas adequadas para avaliar as funções do lobo frontal em doentes com EM, devendo integrar a sua avaliação neuropsicológica para auxiliar no correto encaminhamento terapêutico. Adicionalmente, a subescala das Fluências Lexicais parece ser importante para avaliar estes doentes, tendo potencial para o nível I do rastreio da disfunção frontal na EM. / Background: Multiple Sclerosis (MS) is a chronic demyelinating disease that can involve cognitive and executive changes. Executive changes, mostly related to the frontal lobe, could be underdiagnosed, since the instruments used in MS are extensive and complex, and their results may be compromised by the levels of fatigue that may potentially stem from them. The frontal assessment battery here presented (FAB), can be applied in a fast and easy way, in order to assess frontal lobe functions. Aim: Exploring the psychometric properties of the FAB in a Portuguese sample of MS patients. Method: A sample of 68 MS patients and a control sample (n = 81 individuals with no diagnosed neurological disease) were assessed with FAB, Montreal Cognitive Assessment Subscale/MoCA-E, and Phonetic Verbal Fluency Test/PVFT. Twenty-nine patients were reassessed with the FAB four-eight weeks after. Results: In the MS sample, internal consistency was adequate, and temporal stability was moderate to high in the Similarities, Lexical Fluency, Luria’s Motor Sequences, and Go-No-Go subscales. The FAB results correlated highly with those obtained with both MoCA-E and PVFT, thus assuring adequate convergent validity, and its test-retest temporal stability was adequate. Lexical Fluency and Luria’s Motor Sequences subscales scores were significantly lower in MS patients compared with normal controls (p < .05). In MS, FAB discriminated between schooling levels (p < .001), and Luria’s Motor Sequences differentiated between MS patterns (p <.05). Conclusions: The FAB presents adequate psychometric properties to assess frontal lobe functions in patients with MS, and it should thus be part of the neuropsychological assessment to help on the correct therapeutic referral. Furthermore, the Lexical Fluency subscale seems important in the assessment of these patients, being potentially a valid measure for MS frontal dysfunction level I screening.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/1067
ISSN: 2183-4938
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