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Título: Estudo das Propriedades Psicométricas da Bateria de Avaliação Frontal numa Amostra da População Portuguesa com Esclerose Múltipla
Autores: Henriques, Sandra Isabel Ferreira das Neves
Espírito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Funções executivas - Executive functions
Disfunção executiva - Executive dysfunction
Esclerose múltipla - Multiple sclerosis
Validação - Validation
Bateria de avaliação frontal - Frontal assessment battery
Data: 2019
Editora: ISMT
Resumo: A Esclerose Múltipla (EM) provoca um comprometimento das funções executivas que é por vezes subdiagnosticado devido à falta de instrumentos de aplicação breve e simples. Sendo a avaliação neuropsicológica destes doentes crucial para o correto encaminhamento terapêutico, torna-se pertinente criar e validar instrumentos adequados. Objetivo: Pretendeu-se estudar as propriedades psicométricas da Bateria de Avaliação Frontal (FAB) numa amostra portuguesa de doentes com EM. Método: A subamostra clínica (SAC) compôs-se por 68 doentes com EM e a subamostra nãoclínica (SANC) por 81 indivíduos da população geral, sem doenças neurológicas diagnosticadas. A avaliação neuropsicológica foi feita através da FAB, Teste Stroop Torga (TST), Montreal Cognitive Assessment (MoCA-E), Teste de Fluências Verbais Fonéticas (TFVF) e Figura Complexa de Rey (FCR). Vinte e nove sujeitos da SAC foram reavaliados com um intervalo de tempo entre quatro a oito semanas. Resultados: Na SAC, a consistência interna revelou-se baixa (a de Cronbach= 0,64), com correlações moderadas em quatro subescalas. A validade temporal foi moderada (r = 0,36) e estatisticamente com tendência à significância (p < 0,058), com correlações entre moderadas e altas em quatro subescalas. A validade convergente apresentou uma correlação alta com o MoCA-E (r = 0,58; p < 0,001) e com o TFVF (r = 0,63; p < 0,001) e uma correlação moderada com o TST (r entre 34 e 35; p < 0,01). A precisão diagnóstica revelou um valor de AUC de 0,74 ( p < 0,01), com uma sensibilidade de 71,5%, uma especificidade de 75,0% e um ponto de corte de 15,5 para detetar disfunção executiva em doentes com EM. A FAB e as subescalas da Fluência Lexical e das Séries Motoras de Luria diferenciaram as subamostras de forma estatisticamente significativa (p < 0,05; g: 0,33-0,48). Verificou-se dependência da escolaridade em ambas as subamostras (SAC: F = 5,46; p < 0,001. SANC: F = 7,75; p < 0,001). Conclusão: A FAB é uma bateria válida para avaliar as funções do lobo frontal em doentes com EM. Recomenda-se a replicação deste estudo em amostras mais representativas. / Multiple sclerosis (MS) causes impairment of executive functions that is sometimes underdiagnosed due to the lack of short-lived and straightforward instruments. Since the neuropsychological assessment of these patients is crucial for the correct therapeutic referral, it is pertinent to create and validate appropriate instruments. Purpose: The aim was to study the psychometric properties of the Frontal Assessment Battery (FAB) in a sample of Portuguese MS patients. Method: The clinical subsample (SAC) comprised 68 patients with MS, and the non-clinical subsample (SANC) comprised 81 individuals from the general population with no diagnosed neurological diseases. The neuropsychological assessment consisted of the FAB, Stroop Torga Test (TST), Montreal Cognitive Assessment (MoCA-E), Phonetic Verbal Fluency Test (TFVF), and Rey Complex Figure (FCR). Twenty-nine SAC subjects were reevaluated within four to eight weeks. Results: In SAC, FAB's internal consistency was low (Cronbach's a = 0,64), with moderate correlations in four subscales. Temporal validity was moderate (r = 0,36) and with a tendency to statistically significant (p < 0,058), with correlations between moderate and high in four subscales. Convergent validity showed a high correlation with MoCA-E (r = 0,58; p < 0,001) and TFVF (r = 0,63; p < 0,001), and a moderate correlation with TST (r between 34 and 35; p < 0,01). Diagnostic accuracy revealed an AUC value of 0,74 (p < 0,01), with a sensitivity of 71,5%, a specificity of 75,0%, and a cutoff point of 15,5 to detect executive dysfunction in MS patients. The FAB and the Lexical Fluency and Luria Motor Series subscales significantly differentiated the subsamples (p < 0,05; g: 0,33-0,48). FAB scores varied by education in both subsamples (SAC: F = 5,46; p < 0,001. SANC: F = 7,75; p < 0,001). Conclusion: FAB is a valid battery for assessing frontal lobe functions in MS patients. Replication of this study in more representative samples is recommended.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/994
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