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Título: Propriedades Psicométricas do Teste da Figura Complexa de Rey-Osterrieth numa Amostra de Doentes com Esclerose Múltipla
Autores: Pires, Vanessa Sofia Figueira
Espírito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Esclerose múltipla - Multiple sclerosis
Défice executivo - Executive deficit
Processamento da informação - Information processing
Figura complexa de Rey-Osterriteh - Rey-Osterriteh Complex Figure Test
Data: 2019
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença que apresenta grande variabilidade de sintomas neurológicos, físicos, emocionais e cognitivos. É uma doença neurodegenerativa com elevada prevalência de comprometimento cognitivo. Devido à escassez de instrumentos neuropsicológicos para avaliar essa população é pertinente validar instrumentos adequados. Objetivo: Determinar as propriedades psicométricas da Figura Complexa de Rey-Osterrieth (FCRO) numa amostra de doentes com EM. Método: Os dados foram recolhidos através da FCR-O (Cópia, Memória 3 minutos e Memória 20 minutos), Bateria de Avaliação Frontal (FAB), Teste Stroop Torga (TST), Teste de Fluências Verbais Fonémicas (TFVF), Alternância (ALT) e pelo Montreal Cognitive Assessment (MoCA) numa amostra de pessoas com EM (N = 68) e de pessoas sem doenças neurológicas diagnosticadas (N = 81). Vinte e nove participantes foram reavaliados quatro a oito semanas após a primeira avaliação. Resultados: Na subamostra clínica (SAC), a consistência interna revelou-se adequada (α Cronbach = 0,95). A consistência temporal foi adequada nas três subescalas mostrando uma correlação moderada na FCR-O-C (r = 0,43; p < 0,01) e correlações fortes na FCR-O-M3 (r = 0,71; p < 0,01) e na FCR-O-M20 (r = 0,96; p < 0,01). Quanto à validade convergente, encontraram-se correlações moderadas com o MoCA nas subescalas Visoespacial (r = -0,33; p < 0,01) e Memória (r = -0,21; p < 0,01), correlação moderada com o TS-C Tempo (r = 0,53; p < 0,01) e correlações fracas com TSC Corretas (r = -0,20; p < 0,01) e TS-C Erros (r = 0,18; p < 0,01), e correlações baixas com o TFVF (r = -0,19; p < 0,01) e com a ALT (r = -0,19; p < 0,01). Como resultado preliminar, a determinação da precisão do diagnóstico revelou uma AUC de 0,90, sensibilidade de 80,3%, especificidade de 100% e um ponto de corte de 24. As pontuações da FCR-O variaram com a idade. Conclusão: A FCR-O revela-se um instrumento útil na avaliação neuropsicológica da EM. Os dados normativos deste estudo aumentam a precisão e a confiança na aplicação clínica da FCR-O. É fundamental que haja uma continuação deste estudo com uma amostra maior e mais representativa. / Background: Multiple sclerosis (MS) is a disease that presents a high variability of neurological, physical, emotional, and cognitive symptoms. It is a neurodegenerative disease with a high prevalence of cognitive impairment. Due to the scarcity of adequate instruments to evaluate this population, it is pertinent to validate useful instruments. Purpose: The present study aimed to determine the psychometric properties of the Rey- Osterrieth Complex Figure Test (ROCF) in a sample of MS patients. Method: Data were collected by using ROCF, Frontal Assessment Battery (FAB), Stroop Torga Test (TST), Phonemic Verbal Fluency Test (TFVF), witching (SWT) and Montreal Cognitive Assessment (MoCA) in a sample of people with MS (N = 68) and without diagnosed neurological diseases (N = 81). Twenty-nine participants were reevaluated four to eight weeks after the first evaluation. Results: In the clinical subsample, the internal consistency was adequate (Cronbach's α = 0,95). The temporal consistency was adequate in the three subscales showing a moderate correlation in ROCF-C (r = 0.43; p < 0,01) and strong correlations in ROCF-M3 (r = 0.71; p < 0.01) and in ROCF-M20 (r = 0.96; p <0.01). Concerning the convergent validity, ROCF-C correlated moderately correlations MoCA in the Visuoespacial (r = -0.33; p < 0.01) and Memory subscales (r = -0.21; p < 0.01), moderate correlation with TST-C Time (r = 0.53; p < 0.01) and weak correlations with correct TST-C (r = -0.20; p < 0.01) and TS-C Errors (r = 0.18; p < 0.01), and low correlations with TFVF (r = -0.19; p < 0.01) and with SWT (r = -0.19; p < 0.01). As a preliminary result, the determination of diagnostic accuracy revealed an AUC of 0.90, sensitivity of 80.3%, specificity of 100%, and a cutoff point of 24. ROCF scores varied with age. Conclusion: ROCF is a useful tool for neuropsychological assessment in MS. The normative data from this study increase the accuracy and reliability in the clinical application of ROCF. It is essential to continue this study with a larger and more representative sample.
URI: http://repositorio.ismt.pt/jspui/handle/123456789/998
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