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Título: Defeito cognitivo, sintomas de depressão e satisfação com a vida em idosos sob resposta social do concelho de Coimbra
Autores: Pena, Inês Torres
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Defeito cognitivo - Cognitive defect, Sintomas depressivos - Depressive symptoms, Satisfação com a vida - Life satisfaction, Idosos - Elderly, Envelhecimento - Aging
Data: 2011
Editora: ISMT
Resumo: Sabe-se que a depressão se relaciona com o declínio e ambos, em conjunto, constituem um risco para a demência. A revisão da literatura, no entanto, não responde à questão: a depressão aumentará o risco para o defeito cognitivo e a satisfação com a vida, por oposição, diminuirá esse risco? Estas questões nunca foram estudadas em Portugal. O nosso objectivo principal é, então, analisar a relação entre sintomas depressivos, satisfação com a vida e defeito cognitivo e averiguar qual o impacto dos sintomas depressivos e da satisfação com a vida no defeito cognitivo. Dentro deste objectivo, queremos estudar a prevalência dos sintomas depressivos e da satisfação; averiguar a diferença nos sintomas depressivos e satisfação entre o grupo com defeito cognitivo e o grupo sem defeito cognitivo e saber quais os factores que contribuem para a relação entre as variáveis. Como metodologia, inquirimos 378 idosos com uma idade média de 80,17 anos (DP = 6,67), subdivididos em dois grupos que incluíram idosos com defeito cognitivo (n = 132) e idosos sem efeito cognitivo (n = 246), através do Mini-Mental State Examination (MMSE), da Geriatric Depression Scale (GDS), e da Satisfaction with Life Scale (SWLS). Verificámos uma baixa prevalência de defeito cognitivo, tal como foi medido pelo MMSE (65,1%), uma elevada prevalência de sintomas depressivos (67,5%). Ainda que não houvesse diferença nas pontuações médias entre os dois grupos, verificámos uma associação entre sintomas depressivos e defeito cognitivo. A escolaridade mostrou ter influência sobre o defeito cognitivo e sobre os sintomas depressivos, tendo os idosos sem instrução pior desempenho no MMSE e pior pontuação no GDS. Comprovámos que os sintomas depressivos se correlacionam negativamente com a satisfação com a vida e com as pontuações do MMSE. A satisfação com a vida não se correlacionou com as pontuações no MMSE. Finalmente, confirmámos que os sintomas depressivos aumentam o risco de sofrer de defeito cognitivo. A satisfação com a vida não tem impacto sobre o defeito cognitivo. Conclui-se que os idosos com sintomas depressivos têm um risco acrescido de ter defeito cognitivo. Pela possibilidade que há em reverter o declínio cognitivo, através do tratamento dos sintomas depressivos, e diminuir a probabilidade de um idoso demenciar, torna-se evidente a importância de diagnosticar a depressão e proceder ao seu tratamento. Para esse efeito, o GDS parece ser um instrumento útil na detecção de sintomas ansiosos e o MMSE um exame de detecção de defeito cognitivo. / It is known that depression is related to decline and that both represent a risk for dementia. Literature, however, does not answer the question: does depression increase the risk for cognitive defect and satisfaction with life or, in contrast, will that risk decrease? These issues have never been studied in Portugal before. Our main goal is to analyze the relationship between depressive symptoms, life satisfaction and cognitive defect and inquire the impact of depressive symptoms and life satisfaction in cognitive defect. Within this goal, we want to study the prevalence of depressive symptoms and satisfaction; investigate the differences in depressive symptoms and satisfaction between the group with cognitive defect and the group without cognitive defect and to know which factors contribute to the relationship between variables. As a methodology, we inquired 378 people with a mean age of 82.17 years (SD=6.67), divided into two groups that included older adults with cognitive defects (n = 132) and elderly people without cognitive effects (n = 246) through Mini-Mental State Examination (MMSE), the Geriatric Depression Scale (GDS) and Satisfaction with Life Scale (SWLS). We found a low prevalence of cognitive defect, as measured by the MMSE (65.1%) and a high prevalence of depressive symptoms (67.5%). Although there was no difference in average scores between the two groups, we found an association between depressive symptoms and cognitive defect. Education level was found to have influence on the cognitive defect and on depressive symptoms, with elderly people having the worst performance in MMSE and worst GDS score. We have confirmed that depressive symptoms correlated negatively with life satisfaction scores and the MMSE. Life satisfaction is not correlated with scores on MMSE. Finally, we confirmed that depressive symptoms increase the risk for cognitive defect and that life satisfaction has no impact on cognitive defect. One can conclude that elderly patients with depressive symptoms have an increased risk of having cognitive defect. With the possibility of reversing cognitive decline through the treatment of depressive symptoms, and decreasing the likelihood of dementia, the importance of diagnosing depression and proceed with their treatment becomes evident. To this end, the GDS appears to be a useful tool in detecting anxiety symptoms and MMSE an exam for detection of cognitive defect.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/119
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