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Título: Funções Executivas e Sintomas de Ansiedade: estudo em idosos sob resposta social
Autores: Maia, Susana Maria Santos
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Funções executivas - Executive functions, Ansiedade - Anxiety, Idosos - Elderly
Data: 2011
Editora: ISMT
Resumo: Argumento: O defeito cognitivo, habitualmente, acompanha-se de défice executivo em pessoas de idade avançado. A ansiedade, indicam algumas investigações, é um problema frequente nos idosos. Níveis elevados de ansiedade relacionam-se com pior desempenho cognitivo. A relação entre ansiedade e défice executivo, teoricamente, é evidente, mas, empiricamente, a investigação tem sido inconclusiva. Não se sabe se aumenta ou diminui a ansiedade quando aumenta o défice nas funções executivas. Perceber essa relação é importante para apoiar/refutar a teoria e, assim, contribuir para a clarificação. Objectivo: Conduzimos este estudo transversal para averiguar qual a prevalência dos sintomas ansiosos e do défice executivo em idosos institucionalizados e se o défice executivo se relaciona com os sintomas ansiosos. Metodologia: Utilizando uma amostragem de conveniência, foram inquiridos 74 idosos, com idades compreendidas entre os 65 e os 95 anos. A amostra foi dividida em dois subgrupos: idosos com defeito cognitivo (n = 29) e idosos sem defeito cognitivo (n = 45). As funções executivas foram avaliadas com a Frontal Assessment Battery (FAB), os sintomas ansiosos por meio do Geriatric Anxiety Inventory e o defeito cognitivo através do Mini-Mental State Examination (MMSE). Resultados: A nossa amostra é maioritariamente muito idosa (77% acima dos 75 anos), do sexo feminino (73%), sem companheiro (78,4%) e analfabeta e com baixa escolaridade (83,8%). Os idosos inquiridos apresentam médias significativamente inferiores nas funções executivas e significativamente superiores nos sintomas ansiosos em relação aos valores portugueses de referência e médias.A prevalência do défice executivo foi muito alta (81,1%), assim como dos sintomas ansiosos (82,40%). Não observámos, no entanto, relação entre o défice executivo e os sintomas de ansiedade. Finalmente, verificámos que o grau de escolaridade contribuiu para explicar os resultados nas funções executivas. Conclusão: O défice executivo acompanha-se de sintomas ansiosos, mas não parece haver relação entre os dois problemas. Este estudo deve ser replicado com amostras de idosos não institucionalizados e com escolaridade acima dos quatro anos. / Argument: The elderly who have a cognitive defect usually have executive deficit. According to several studies, anxiety is a common problem in older age. High levels of anxiety are related with poorer cognitive performance. In theory, the relationship between anxiety and cognitive deficit is elucidative, but empirically investigations have been inconclusive. It is not known whether anxiety augments or decreases when executive functioning deficit increases. Understanding that relationship is important in order to support or disprove the theory. Objective: We conducted this cross-sectional study to investigate the prevalence of anxiety symptoms and executive deficits in institutionalized elderly to ascertain if executive deficits relate to anxiety symptoms. Methodology: Using a convenience sample, we inquired 74 elderly, aged from 65 to 95 years old. We divided the sample into two groups: elderly people with cognitive defect (n = 29) and elderly people without cognitive defect (n = 45). We assessed executive functions by using the Frontal Assessment Battery (FAB), the anxiety symptoms assessed by the Geriatric Anxiety Inventory and the cognitive defect using the Mini-Mental State Examination (MMSE). Results: Our sample is mostly very elderly (77% above 75 years old), female, (73%) without a partner (78,4%) and illiterate and with low education (83,8%). The elderly respondents have significantly lower averages in what concerns the executive functions and significantly higher averages in anxiety symptoms compared with Portuguese reference values and averages. The prevalence of executive deficits was very high (81,1%), as well as the anxiety symptoms (82,40%). However, we did not observed any relationship between executive deficits and symptoms of anxiety. Finally, we found that education helps to explain the results in executive functions. Conclusion: The executive deficit is accompanied by anxiety symptoms, but it seems there is no relationship between the two problems. This study should be replicated with samples of non-institutionalized elderly and with education over four years.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/121
Aparece nas colecções:Dissertações de Mestrado Psicologia

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