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Título: Sintomas neuropsiquiátricos e declínio cognitivo
Autores: Reis, Rui Daniel Cruz
Mariana Marques (orientadora)
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Sintomas neuropsiquiátricos - Neuropsychiatric symptoms, Sintomatologia depressiva - Depressive symptoms, Sintomatologia ansiosa - Anxious symptoms, Declínio cognitivo - Cognitive decline
Data: 2011
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: Os sintomas Neuropsiquiátricos (SNP) são manifestações comuns que afectam quase todas as pessoas que sofrem da doença de Alzheimer. O objectivo principal deste trabalho passa por relatar a prevalência dos diferentes SNP, utilizando uma prova especifica para esse efeito, o Neuropsychiatric Inventory – Questionnaire (NPI-Q), numa amostra de idosos recolhida junto da população geral, em instituições que recebem idosos (em diferentes valências) do Concelho de Coimbra. É igualmente nosso objectivo verificar se existe uma associação significativa entre o declínio cognitivo, avaliado através de uma prova de rastreio cognitivo, o Mini Mental State Examination (MMSE) junto do idoso e a gravidade (atribuída) dos SNP e o grau de perturbação causado pelos mesmos aos cuidadores informais dos idosos. Ao explorar esta associação e eventual papel preditivo da gravidade e grau de perturbação dos SNP para o declínio cognitivo, consideramos potenciais associações entre os SNP e o declínio e diferentes variáveis sociodemográficas, a sintomatologia depressiva e ansiosa. Importará controlar estas variáveis nas análises preditivas, no caso de encontrarmos associações estatisticamente significativas. Pretendemos, igualmente, controlar o eventual papel da simulação (teste Rey-15 Item Test/Rey 15), caso se encontre presente neste estudo. Metodologia: A amostra incluiu 52 idosos (média de idades, M = 80,1; Desvio-padrão, DP = 6,89; variação = 66 - 93) sob resposta social em diferentes instituições do Concelho de Coimbra que aceitaram responder voluntariamente (ou cujos familiares/cuidadores concederam o respectivo consentimento) a uma bateria de testes (incluindo algumas questões sociodemográficas, o MMSE, o Geriatric Anxiety Inventory/GAI a Geriatric Depression Scale/GDS, o Rey-15 e o NPI-Q. Resultados: A maioria dos sujeitos não sofria de declínio cognitivo (65%; n = 34), verificando-se, em oposição a outros estudos, que as percentagens de sujeitos com SNP eram inferiores. Os SNP mais prevalentes foram a Ansiedade (34,6%; n = 18) e a Irritabilidade (34,6%; n = 18). Verificou-se não existirem associações estatisticamente significativas entre a gravidade dos sintomas (NPI-Q) e grau de perturbação dos mesmos (NPI-Q), de acordo com os cuidadores informais, e a presença de declínio cognitivo nos idosos (MMSE). Também não se verificaram associações estatisticamente significativas entre a gravidade dos sintomas (NPI-Q) e grau de perturbação dos mesmos (NPI-Q), de acordo com os cuidadores informais e as variáveis sociodemográficas. Não foram encontradas associações entre a sintomatologia depressiva e ansiosa avaliada junto dos idosos e a gravidade dos SNP e grau de perturbação associado de acordo com os seus cuidadores informais. Conclusão/Discussão: Ao contrário do que poderia ser esperado, não se encontrou uma associação entre o declínio cognitivo, avaliado junto dos idosos, e a presença de SNP de acordo com os cuidadores informais. Vários motivos se podem associar a este resultado não significativo, como o facto da nossa amostra apresentar uma percentagem reduzida de idosos com declínio cognitivo, o tamanho reduzido da nossa amostra ou até mesmo o facto dos SNP terem sido avaliados por auxiliares da instituição que podem não possuir a formação necessária para os avaliar. Um dado igualmente relevante foi a ausência de associações significativas entre as medidas dos SNP e a sintomatologia depressiva/ansiosa e algumas variáveis sociodemográficas. Importa, em estudos futuros, com uma amostra maior, verificar se este padrão de resultados se mantém e, eventualmente, comparar os resultados obtidos depois do NPI-Q ser respondido por clínicos, familiares e auxiliares dos idosos. / Introduction: Neuropsychiatric symptoms (NPS) are common manifestations that afflict almost all Alzheimer’s disease patients. The main goal of this work was to present the prevalence of different NPS, using a specific test, the Neuropsychiatric Inventory – Questionnaire (NPI-Q), in a sample of elderly from the general population, under social answer in different institutions from Coimbra Council. Moreover, we want to verify if there is a significant association between the cognitive decline, assessed with a cognitive screening test, the Mini Mental State Examination (MMSE) administered to the elderly and the (attributed) severity of the NPS and distress caused by the symptoms, assessed by the informal caregiver of the elderly. While exploring this association and the potential predictive role of the severity and distress caused by the NPS to the cognitive decline, we also considered the potential associations between the NPS and the decline, different sociodemographic variables and depressive/anxious symptoms. It will be important to control these variables, if significant associations are found. We also wish to control the potential role of simulation (assessed by the Rey-15 Item Test/Rey 15), if we found that it is present in our sample. Methodology: Our sample comprises 52 elderly (mean age, M = 80,1; Standard deviation, SD = 6,89; range = 66 - 93) under social answer in different institutions from Coimbra Council who accepted to fill in voluntarily a test battery or whose relatives/caregivers gave consent, including some sociodemographic questions, the MMSE, the Geriatric Anxiety Inventory/GAI, the Geriatric Depression Scale/GDS, the Rey-15 and NPI-Q. Results: It was possible to verify that most of the subjects did not suffer from cognitive decline (65%; n = 34). We also verified, in opposition to other studies, that the percentage of elderly with NPS was lower, with the most prevalent being anxiety (34,6%; n = 18) and irritability (34,6%; n = 18). There were no statistically significant associations between symptoms severity (NPI-Q) and distress caused by them (NPI-Q), according to the informal caregivers and the presence of cognitive decline in the elderly (MMSE). Moreover, there were no significant associations between symptoms severity and associated distress (NPI-Q) and the sociodemographic variables of the study. There were no associations between depressive and anxious symptoms in the elderly and the symptoms severity and associated distress (NPI-Q) assessed by the informal caregivers. Conclusion/Discussion: Contrary to what would be expected, we did not find an association between cognitive decline in the elderly and the presence of NPS according to the informal caregivers. Several reasons can explain this non significant result, like the fact that our sample presents a low percentage of elderly with cognitive decline, the reduced sample size our even the fact that NPS were assessed by the assistant workers of the institutions that might no possess the necessary knowledge to assess them. Other relevant result was the absence of significant associations between the NPS measures and depressive/anxious symptoms and some demographic variables. In future studies, with a larger sample it will be important to verify if these patterns of results are maintained and, eventually, it would be interesting to compare the results found after the NPI-Q has been answered by clinicians, family members and institution’s assistants.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/123
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