Crianças em Perigo: a prática profissional dos assistentes sociais nas CPCJ´s da sub-região do Baixo Mondego
A carregar...
Ficheiros
Data
2010
Autores
Loulé, Filipa Maria Marques Ramos
Menezes, Manuel (Orientador)
Título da revista
ISSN da revista
Título do Volume
Editora
ISMT
Resumo
A presente Dissertação insere-se no âmbito do plano curricular do Mestrado em
Serviço Social, da Escola Superior de Altos Estudos - Instituto Superior Miguel Torga, em
específico na Linha de Investigação «O Serviço Social face às Questões Sociais
Contemporâneas» e na sublinha «Globalização, Riscos e Políticas Sociais».
A temática versou o estudo da problemática da infância e juventude e, no decurso da
parte empírica, procedeu-se à análise da prática profissional dos Assistentes Sociais nas
Comissões de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) pertencentes à sub-região do Baixo
Mondego do distrito de Coimbra. Deste modo, pretendeu-se entender a importância do
trabalho dos Assistentes Sociais neste âmbito, uma vez que se tem verificado um constante
arraso à prática quotidiana destes profissionais. Quando tudo decorre sem problemas e se
conseguem resultados positivos nada se diz e nem sequer se valoriza, agora quando existem
situações que correm menos bem, comenta-se logo e transporta-se de imediato para os meios
de comunicação social, realidades, por vezes, muito «desfocadas». Sem realmente existir, à
priori, um conhecimento da realidade e, em especial, valorizar o esforço e dedicação dos
profissionais que ali trabalham, nomeadamente os de Serviço Social. Muitas vezes
esquecemo-nos de que as CPCJ em Portugal são constituídas por equipas multidisciplinares,
ou seja, constituídas por médicos, enfermeiros, psicólogos, sociólogos, …, em suma, um
conjunto de técnicos de outras áreas do saber.
Conclui-se que esta é uma área bastante complexa, onde o bom senso e a capacidade
criativa são factores extremamente importantes. Ao nível do funcionamento das Comissões de
Protecção de Crianças e Jovens, pensamos ser importante que se analise e se pensem em
novos modos de actuar e fazer com que o sistema funcione com o objectivo último de
promover os direitos das crianças e protegê-las de todos os perigos. É urgente que as
Comissões trabalhem a sério, ou seja, num processo contínuo e sistemático com estas
famílias, que as acompanhem a ultrapassar as suas dificuldades, não lhes dando o «peixe»
mas «ensinando-as a pescar», a desenvolverem as suas potencialidades mais escondidas e a
devolver a muitas destas crianças um sorriso.
Muitas das dificuldades dos profissionais de Serviço Social, prendem-se com os
factores externos, isto é, com os recursos da sociedade que nem sempre existem e/ou que não
se dispõem a colaborar neste trabalho árduo com as famílias. Este é um trabalho necessário e
urgente para o bem da sociedade, por isso todos temos o dever de colaborar para o bem da
vida daqueles que serão os homens e mulheres do amanhã.
Descrição
Palavras-chave
Serviço Social, Crianças em risco, Comissões de Protecção de Crianças e Jovens