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Título: Figura Complexa de Rey-Osterrieth e Funcionamento Executivo em Idosos Institucionalizados
Autores: Ventura, Luis Filipe Almeida
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Idosos - Elderly
Aptidões visuoespaciais - Visual spatial skills
Aptidões visuoconstrutivas - Visual construction skills
Funções executivas - Executive functions
Figura Complexa de Rey - Rey Complex Figure
Data: 2015
Editora: ISMT
Resumo: O envelhecimento é um fenómeno biológico natural, impulsionador de alterações profundas na cognição. As deteriorações ao nível cognitivo e psicológico são frequentes em algumas dimensões que a FCR-O avalia, nomeadamente nas aptidões visuoespaciais, visuoconstrutivas e em diversas funções executivas, entre elas a memória visual, a atenção, o planeamento e a função motora. Objetivos: Com este estudo pretendemos avaliar as aptidões de planeamento e organização através dos tipos de construção da Figura Complexa de Rey-Osterrieth (FCR-O) mais frequentes em função da existência ou não de défice executivo (avaliado pela FAB). Metodologia: O presente estudo incluiu 313 sujeitos institucionalizados em estruturas residenciais de apoio à terceira idade, com idades compreendidas entre os 56 e 100 anos, 74,1%, mulheres, 78,1% não tem companheiro, 64,5% frequentaram o ensino normal, 88,2% tem uma profissão manual. Avaliámos os tipos de construção da Figura Complexa de Rey-Osterrieth (FCR-O) mais frequentes, em função da existência ou não de défice cognitivo através da Bateria de Avaliação Frontal (FAB). Resultados: Verificámos que a maior parte dos sujeitos fez uma construção tipo II (n = 113; 36,1%), menos frequentes foram o tipo III (n = 21; 6,7%) e o tipo IV (n = 19; 6,9%). Por fim, seis pessoas (0,8%) apresentam um desenho do tipo VI. A amostra em estudo apresentou uma pontuação média na FAB de 9,75 (DP = 4,02) em que (52%) não tem défice executivo. Ao analisarmos o tipo de desenho na FCR-O em função da presença ou não de défice executivo (avaliado pela FAB), verificámos uma associação entre défice executivo a qualidade da cópia. Quanto mais alta a escolaridade melhor o tipo de cópia. Também no cruzamento do FAB com a variável escolaridade se destacou que os sujeitos com escolaridade eram menos propensos ao défice executivo (67,0%). Por fim, a análise da presença de défice executivo em função do tipo de profissão dos idosos evidenciou que os sujeitos com uma profissão intelectual tiveram melhor qualidade da cópia da FCR-O e sofreram menos de défice executivo (83,3%) comparativamente com os sujeitos com uma profissão manual (50,3%). A idade e o sexo não influenciaram o desempenho na qualidade da cópia na FCR-O. Conclusão: A maioria das pessoas institucionalizadas em estruturas residenciais de apoio à terceira idade tem boas aptidões de planeamento e de organização percetiva. Concluímos ainda que a qualidade da cópia da FCR-O se associa à presença/ausência de défice executivo, o que atesta o valor desta componente da FCR-O como instrumento de avaliação do funcionamento executivo. A qualidade da cópia da FCR-O associa-se, ainda, ao nível de escolaridade e ao tipo de profissão. / Ageing is a natural biological phenomenon triggering profound cognitive change. Cognitive and psychological deteriorations occur frequently in some of the components assessed by the Rey-Osterrieth Complex Figure (ROCF), namely visual spatial and visual-constructional abilities and various executive functions, among them visual memory, attention, planning and motor function. Objectives: In this study we intend to evaluate planning and organisational skills by means of the most frequent types of figures in the ROCF, based on the presence or absence of executive deficit (as assessed by FAB). Methodology: This study involved 313 subjects institutionalised in residential support facilities for the elderly. Subjects were aged between 56 and 100, of which 74.1% were women, 78.1% were single, 64.5% had been in standard education and 88.2% had manual work professions. We evaluated the most frequent types of figures from the ROCF, based on the presence or absence of cognitive deficit according to the Frontal Assessment Battery (FAB). Outcomes: We found that the majority of subjects produced a type II figure (n = 113; 36.1%), type II figures (n = 21; 6.7%) and type IV figures (n = 19; 6.9%) were less frequent. Six people (0.8%) produced a type VI drawing. The average FAB score for the study sample was 9.75 (SD = 4.02), of which 53% did not have executive deficit. An analysis of the type of ROCF figure based on the presence or absence of executive deficit (assessed by FAB) showed a correlation between executive deficit and the quality of the copy. The higher the level of schooling, the better the type of copy was. Also, when compared with the FAB schooling variable, it stood out that subjects with schooling were less prone to executive deficit (67.0%). Finally, the analysis of the presence of executive deficit, based on the elderly persons’ type of profession, showed that subjects who had an intellectual profession produced better copies on the ROCF and suffered from less executive deficit (83.3%), compared to subjects with manual work professions (50.3%). Age and gender did not influence the copying exercise in the ROCF. Conclusion: Most people institutionalised in residential support facilities for the elderly have good planning and perceptual organisational skills. We also concluded that the quality of the ROCF figure copy is associated with the presence/absence of executive deficit, which attests to the value of this component of the ROCF as an instrument for assessing executive function. The quality of the ROCF copy is also associated with level of schooling and type of profession.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/497
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