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Título: Insónia, Ativação Pré-sono e Mindfulness em Adultos
Autores: Domingues, Camila Cardoso
Marques, Mariana (Orientadora)
Palavras-chave: Insónia - Insomnia
Ativação pré-sono - Pre-sleep arousal
Mindfulness - Mindfulness
Adultos - Adults
Data: 2016
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: Vários estudos internacionais exploraram já a prevalência da insónia e a sua associação com a activação pré-sono em amostras de adultos mas, segundo temos conhecimento, poucos estudos focam este tema no nosso país. Adicionalmente, não temos conhecimento de estudos que, em Portugal, analisem a importância das diferentes facetas que caracterizam a capacidade de estar mindful na vivência da activação pré-sono e da insónia. Assim, são nossos objectivos, para além de descrever a prevalência de insónia (e dos seus sintomas característicos) numa amostra de adultos portugueses, explorar a associação entre a insónia e a activação pré-sono e, sobretudo, entre estas duas e as diferentes facetas da capacidade de estar mindful. Métodos: 99 participantes (idade média = 35,73; DP = 11,49; variação = 18-65 anos; sexo feminino, n = 70; 70,7%) preencheram voluntariamente um questionário sociodemográfico, o Questionário das Cinco Facetas de Mindfulness/Five Facet Mindfulness Questionnaire (FFMQ), o Pre-Sleep Arousal Scale (PSAS) e a Escala de avaliação da insónia. Resultados: A maioria dos participantes pertenceu ao grupo dos Sintomas de insónia (n = 42; 42,4%), seguido pelo grupo dos Good Sleepers (n = 31; 31,3%), mas uma percentagem expressiva pertenceu ao grupo dos Insones (n = 26; 26,3%). Verificou-se uma proporção maior de mulheres (do que de homens) no grupo dos Insones (84,6% vs. 15,4%). No sexo masculino, o agir com consciência (FFMQ) associou-se positivamente ao PSAS Cognitivo e o não julgar (FFMQ) ao PSAS Cognitivo e à PSAS Somático. No sexo feminino, o não julgar associou-se positivamente à PSAS Cognitivo e à PSAS Somático e o não reagir (FFMQ) negativamente à PSAS Cognitivo. Quanto ao sexo masculino, na activação pré-sono cognitiva (PSAS Cognitivo) e somática (PSAS Somático), os Good Sleepers apresentaram níveis mais baixos do que os Insones e o Grupo Sintomas de insónia revelou níveis também mais baixos do que o grupo de Insones. No caso do não julgar, os Good Sleepers revelaram níveis mais baixos do que o grupo de Insones. Quanto ao sexo feminino, na activação pré-sono cognitiva (PSAS Cognitivo), os Good Sleepers apresentaram níveis mais baixos do que os Insones e o Grupo Sintomas de insónia revelou níveis também mais baixos do que o grupo de Insones. No caso do não julgar, os Good Sleepers revelaram níveis mais baixos do que o grupo Sintomas de insónia. No sexo feminino, as pessoas que já haviam tido, antes de responderem ao protocolo, contacto com a prática meditativa, apresentavam valores mais baixos na dimensão não-julgar do que aquelas que não tinham tido contacto com esta prática. Discussão: Este estudo, para além de comprovar a prevalência relevante de insónia numa amostra de adultos, mostra como a capacidade de estar mindful se associa à activação pré-sono e à insónia da forma esperada: quanto maiores os níveis desta capacidade (em diferentes facetas) menor a activação pré-sono; é no grupo dos Insones que se verificam os maiores níveis de activação pré-sono e menores níveis da capacidade de estar mindful. Pelo menos no sexo feminino, a prática meditativa prévia (ou o contacto com a mesma) conduz a níveis menores na faceta não-julgar, da capacidade de estar mindful. Parece ser relevante, desenvolver níveis mais elevados da capacidade de estar mindful, no sentido de reduzir a activação pré-sono e a possibilidade das pessoas vivenciarem insónia. / Introduction: Several international studies explored the prevalence of insomnia and its association with pre-sleep activation in adult samples but, to our knowledge, few studies focus this issue in our country. Additionally, we do not know about studies that, in Portugal, analyze the importance of different facets that characterize the ability to be mindful in the experience of pre-sleep activation and insomnia. Therefore, our goals are, as well as to describe insomnia prevalence (and its characteristic symptoms), in a sample of Portuguese adults, to explore the association between insomnia and pre-sleep activation, and especially between these two and the different facets of the ability to be mindful. Methods: 99 participants (mean age = 35.73; SD = 11.49; range = 18-65 years; females, n = 70; 70.7%) voluntarily filled in a sociodemographic questionnaire, the questionnaire of Five Facet Mindfulness Questionnaire (FFMQ), the Pre -Sleep Arousal Scale (PSAS) and the Insomnia Assessment Scale. Results: Most of the participants belonged to the Insomnia symptoms group (n = 42; 42.4%), followed by the Good Sleepers (n = 31; 31.3%), but a significant percentage belonged to the Insomniacs group (n = 26; 26.3%). There was a higher proportion of women (than man) in the Insomniacs group (84,6% vs. 15,4%). In males, acting with awareness (FFMQ) associated positively with Cognitive PSAS and non judging (FFMQ) positively associated with Cognitive and Somatic PSAS. The size did not react was associated negatively with PSAS Cognitive. In females, non judging positively associated with Cognitive and Somatic PSAS and non-reactivity to inner experience (FFMQ) negatively associated with Cognitive PSAS. In males, the Good Sleepers presented lower levels than Insomniacs and the Insomnia symptoms group lower levels than the Insomniacs in pre-sleep cognitive arousal (Cognitive PSAS) and somatic arousal (Somatic PSAS). The Good Sleepers revealed lower levels than Insomniacs in non judging. In females, the Good Sleepers presented lower levels than Insomniacs and the Insomnia symptoms group lower levels than the Insomniacs in pre-sleep cognitive arousal (Cognitive PSAS). Good Sleepers revealed lower levels than the Insomnia symptoms group in non judging. In females, those who had had, before answering the protocol, contact with meditation practice, presented lower levels in non judging than those who did not. Discussion: This study, far from showing the relevant prevalence of insomnia in a sample of adults, shows how the capacity to be mindful is associated with pre-sleep arousal and insomnia in the expected way: the higher the levels of the capacity to be mindful (in different facets) the lower the pre-sleep arousal; is in the Insomniacs that we verify the higher levels of pre-sleep arousal and lower levels of the capacity to be mindful. At least in females, meditation practice (or the contact with it) leads to lower levels in non-judging facet of the capacity to be mindful. It seems relevant to develop higher levels of this capacity in order to reduce pre-sleep arousal and the possibility of insomnia.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/574
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