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Título: Trauma, Impulsividade, Suicidabilidade e Ingestão Alimentar Compulsiva
Autores: Ribeiro, Ana Cláudia Miranda
Marques, Mariana (Orientadora)
Castilho, Paula (Coorientadora)
Palavras-chave: Experiências traumáticas - Traumatic events
Impulsividade - Impulsiveness
Suicidabilidade - Suicidibility
Ingestão alimentar compulsiva - Binge eating
Data: 2017
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A perturbação de ingestão alimentar é um problema de saúde pública com efeitos físicos e psicológicos, ao longo da vida. Estudos nacionais e internacionais têm explorado a associação dos sintomas desta perturbação com algumas variáveis, mas importa continuar a explorar a contribuição de outros correlatos. É nosso objetivo central estudar a associação e papel preditivo das experiências traumáticas (áreas emocional, física e sexual), impulsividade e suicidabilidade com/para os sintomas de ingestão alimentar compulsiva. Metodologia: 421 sujeitos (estudantes universitários e pessoas da população geral) (sexo feminino, n = 300; 71,3%) preencheram a Traumatic Events Checklist, a Binge Eating Scale/Lista de Hábitos Alimentares (avalia sintomas de ingestão alimentar compulsiva/IAC), a Escala de impulsividade de Barratt e a Escala de suicidabilidade. Resultados: Os valores encontrados de prevalência pontual de IAC foram semelhantes aos de estudos nacionais recentes, com a gravidade grave a ser de 2,6% na amostra total 3,3% nas mulheres e 0,8% nos homens. Em ambos os sexos, a pontuação total de suicidabilidade e o índice de massa corporal (IMC) associaram-se à pontuação total de IAC. Apenas nas mulheres esta pontuação se associou à pontuação total de trauma sexual e familiar e ao total de experiências traumáticas. Se nos homens a pontuação total de suicidabilidade se associou à pontuação total de trauma familiar e ao total de experiências traumáticas, nas mulheres aquela ainda se associou à pontuação total de trauma sexual. Nos homens, a pontuação total de IAC associou-se ao fator de 1ª ordem/BIS impulsividade atencional (e respetivos fatores de 2ª ordem, atenção psicológica e instabilidade cognitiva) e, nas mulheres, a todos os fatores de 1ª ordem (impulsividade atencional, motor e não-planeamento) e todos os fatores de 2ª ordem (atenção psicológica, instabilidade cognitiva, motor, autocontrolo e complexidade cognitiva), à exceção da perseverança. Nas mulheres, a impulsividade atencional mostrou-se particularmente associada à pontuação total de trauma sexual e familiar e total de experiências traumáticas. Na subamostra feminina, o IMC, a pontuação total de suicidabilidade e a impulsividade atencional foram os preditores da pontuação total de IAC. Discussão: Fica saliente, devendo isto mesmo ser considerado em intervenções futuras, sobretudo na subamostra feminina, o papel preditor, do IMC, da pontuação total de suicidabilidade e da impulsividade atencional, para a ocorrência de sintomas de IAC, com a ocorrência de experiências traumáticas (enquanto correlato mais distal) a revelar associações significativas com aqueles sintomas, mas não os predizendo. / Introduction: Binge eating disorder is a public health problem with physical and psychological effects, throughout life. National and international studies have explored the association between this disorder symptoms with some variables, but it is important to continue exploring the contribution of other variables. The main aim of this study is to explore the association and the predictive role of traumatic experiences (emotional, physical and sexual areas), impulsivity and suicidibility with/to binge eating symptoms. Methods: 421 subjects (college students and people from the general population) were assessed (female, n = 300, 71, 3%) completed the Traumatic Events Checklist, the Binge Eating Scale (BES; assesses binge eating symptoms), the Barratt Impulsiveness Scale and the Suicidibility Scale. Results: Regarding the punctual prevalence of binge eating symptoms, according to the BES, the values found were similar to those from recent national studies, having found a severe severity of 2,6% in the total sample, 3,3% in women and 0,8% in men. In both genders, the total score of suicidability and the body mass index (BMI) associated with the total binge eating (BE) score. Only in women this score was correlated with the total score of sexual and family trauma and the total score of traumatic events. If in men the total suicidability score associated with the total score of family trauma and the total score of traumatic events, in women that score was also associated with the total score of sexual trauma. In men, the total score of BE was associated to the 1st order factor attentional impulsivity (and respective 2nd order factors, psychological attention and cognitive instability) and, in women, to all the 1st order factors (attentional impulsivity, motor and non-planning) and all the 2nd order factors (psychological attention, cognitive instability, motor, selfcontrol and cognitive complexity), with the exception of perseverance. In women, attentional impulsivity was particularly associated with the total score of sexual and family trauma and the total of traumatic experiences. In the women subsample, the BMI, the total scores of suicidability and attentional impulsivity were the predictors of BE total score. Discussion: It is salient, and of importance in future interventions, mainly in the women subsample, the predictive role of BMI, of the total score of suicidability and of attentional impulsivity to the occurrence of BE symptoms, with the occurrence of traumatic events (as a more distal correlate) revealing significant associations, but not predicting these symptoms.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/761
Aparece nas colecções:Dissertações de Mestrado Psicologia

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