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Título: Vinculação e Esquemas Mal Adaptativos Precoces em Vítimas de Violência nas Relações de Intimidade
Autores: Dias, Ana Catarina Portilheiro
Lemos, Laura (Orientadora)
Garcia, Inês Queiroz (Coorientadora)
Palavras-chave: Vinculação - Attachment
Esquemas mal adaptativos precoces - Early maladaptive schemas
Violência nas relações de intimidade - Intimate partner's violence
Data: 2017
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A violência nas relações de intimidade é um tema com crescente impacto, sendo descrito como um padrão de violência exercido sobre um parceiro íntimo. A vinculação e o estabelecimento das primeiras relações significativas têm início na infância, mas as suas repercussões continuam na idade adulta bem como os esquemas mal adaptativos precoces, que surgem através de experiências prévias, mas causam mal-estar ao longo da vida. Objetivo: Diversos autores sugerem a ligação entre a vinculação e os esquemas mal adaptativos precoces, pelo que o principal objetivo da investigação foi a caracterização da amostra e a exploração de associações entre as dimensões de vinculação e os esquemas mal adaptativos precoces, em função da existência ou não de violência nas relações de intimidade. Método: A amostra foi constituída por 98 mulheres (49 vítimas e 49 não vítimas), com idades compreendidas entre os 18 e os 80 anos, que responderam a um questionário sociodemográfico, ao Questionário de Esquemas de Young (QEY-S3), à Escala de Vinculação do Adulto (EVA) e ao Questionário das Experiências em Relações Próximas - Estruturas Relacionais (ERP-ER). Resultados: Em termos sociodemográficos, os dois grupos em estudo revelaram diferenças ao nível da idade, do estado civil e da escolaridade. A maioria das vítimas em estudo, já não se encontram na relação violenta, apesar da duração média das relações ser longa e procuraram o apoio de instituições recentemente. Na sua generalidade, a amostra apresenta protótipo de vinculação seguro, embora as vítimas também revelem protótipo de vinculação amedrontado. As vítimas obtiveram valores médios mais elevados e num maior número de esquemas do que as não vítimas, sendo eles, Auto-Sacrifício, Padrões Rígidos/Hipercriticismo, Negativismo/Pessimismo, Abandono/Instabilidade, Desconfiança/Abuso, Inibição Emocional, Privação Emocional e Subjugação. Foram ainda encontradas várias correlações entre as variáveis estudadas, nomeadamente entre as dimensões da vinculação e os esquemas mal adaptativos precoces. Conclusão: Verificou-se a existência de relação entre as dimensões de vinculação e os esquemas mal adaptativos precoces nos dois grupos, mas nas vítimas essa relação é mais evidente. Espera-se que através dos resultados obtidos neste estudo, seja possível uma melhor definição do perfil das vítimas, para agir em termos preventivos e interventivos, especificamente para quem trabalha diretamente com esta população. / Introduction: Intimate partner violence is a subject with increasing impact, described as a pattern of violence exercised over an intimate partner. Attachment and establishment of the first significant relationships begin in childhood, but their repercussions continue into adulthood as well as early maladaptive schemas, which arise from previous experiences but cause lifelong unwell. Purpose: Several authors suggest the link between attachment and early maladaptive schemas, so the main objective of the research was the exploration of associations between attachment dimensions and early maladaptive schemas, depending on the existence or not of violence in intimate partner relationships. Method: The sample consisted of 98 women (49 victims and 49 non-victims), aged between 18 and 80 years, all of whom responded to a sociodemographic questionnaire, the Young Schema Questionnaire (YSQ-S3), the Adult Attachment Scale (AAS) and the Experience in Close Relationships – Relationship Structures (ECR-RS). Results: In sociodemographic terms, the two groups in study revealed differences in age, marital status and education. Most of the victims under study are no longer in the violent relationship, although the average duration of the relationships is long and sought support from institutions recently. In its generality, the sample presents a secure attachment prototype, although the victims also reveal a frightened attachment prototype. Victims had higher mean values and a greater number of schemas than non-victims, such as Self-sacrifice, Unrelenting Standards/Hypercriticism, Negativity/Pessimism, Abandonment/Instability, Mistrust/Abuse, Emotional Inhibition, Emotional Deprivation, and Subjugation. Several correlations were also found between the variables of all the instruments used, namely avoidance in their relationships with the partner in the victims and between the dimensions of the attachment and the early maladaptive schemas. Conclusion: There was a relation between attachment dimensions and early maladaptive schemas in both groups, but among victims this relationship reveals a greater dysfunctional character. It is hoped that through the results obtained in this study, it will be possible to better define a profile of the victims, to act in preventive and interventional terms, specifically for those who work directly with this population.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/840
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