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Título: Perdas na Rede Social Pessoal em Idosos
Autores: Silva, Liliana Alexandre da Cruz
Guadalupe, Sónia (Orientadora)
Palavras-chave: Redes sociais pessoais - Personal social networks
Envelhecimento - Aging
Coping - Coping
Perdas - Losses
Suporte social - Social support
Data: 2014
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: O envelhecimento implica um conjunto de perdas, sendo reconhecido o papel das redes sociais como elemento amortecedor do stress associado a estas perdas, assim como nas estratégias de coping para lidar com as perdas. O presente estudo tem como objetivo analisar associações entre a (in)existência de perdas, as características das redes e o nível de coping resiliente, numa amostra de idosos. Metodologia: A amostra é composta por 317 idosos, de ambos os sexos, maioritariamente feminina (n = 202, 63,7%) com idade igual ou superior a 65 anos (M = 77,07; DP = 7,57). A recolha de dados foi feita através de um questionário sociodemográfico, do Instrumento de Avaliação da Rede Social Pessoal – Idosos (Guadalupe, 2009) e da Escala do Coping Resiliente (Sinclair & Wallston, 2004). Resultados: São as idosas do sexo feminino (n= 155; 48,9%), casadas e/ ou em união de facto, com o 4º ano de escolaridade, aquelas que apresentam uma média superior de perdas na rede, verificando-se diferenças significativas entre os idosos com perdas e sem perdas na rede nas variáveis sexo (p= 0,007), idade (p= 0,001) e estado civil (p < 0,001). Os idosos com perdas na rede apresentam uma média mais elevada na proporção das relações familiares na rede (M= 76,45) e de percepção de apoio emocional, demonstrando estarem “muito” satisfeitos com a rede social pessoal. Os idosos com perdas na rede social apresentam maior heterogeneidade no sexo (n= 160; 50,5%) e na idade da rede (n = 130; 41,0%) e menos cortes relacionais. Quanto ao tipo de perdas, a maioria deve-se a falecimento (n=223; 98,2%), maioritariamente do cônjuge (n= 59; 26,0%). A maioria dos idosos com perdas na rede apresenta um nível de coping baixo (n= 128; 69,6%), não se verificando associações entre o tipo de coping e a (in)existência de perdas, apesar de quem não teve perdas na rede social apresentar uma média mais elevada de coping total. Discussão/Conclusão: Não se verificaram associações significativas com a maioria das características estruturais, funcionais e relacionais-contextuais da rede e a (in)existência de perdas. Porém, importa salientar que as perdas na vida de um idoso podem potenciar situações disruptivas, por um lado, assim como, por outro, a abertura a relações extra familiares, nomeadamente no contexto institucional. A existência de redes de suporte social são um importante elemento de bem-estar e saúde física e mental dos idosos, pelo que é fulcral a sua avaliação e monitorização nas fases tardias da vida. / Introduction: Aging implies a series of losses, being recognized the role of social networks as a buffer element of the stress associated with these losses, as well as the coping strategies to deal with the losses. The present study aims to analyze associations between the (in)existence of losses, the personal social network characteristics and the level of resilient coping in a sample of elderly. Methods: The sample is composed of 317 elderly of both sexes, mostly female (n = 202, 63.7%), aged over 65 years (M = 77.07, SD = 7.57). Data collection was done through a sociodemographic questionnaire, the Personal Social Network Analysis Tool (Guadalupe, 2009) and the Resilient Coping Scale (Sinclair & Wallston, 2004). Results: The older women (n = 155, 48.9%), married or in consensual union, with the 4th grade, are those with a higher average of losses in their networks, with significant differences between lossy and lossless seniors on gender (p = 0.007), age (p = 0.001) and marital status (p <0.001). The elderly with losses in the network have a higher average in the proportion of family relationships in the network (M = 76.45) and perceived emotional support, demonstrating that they were "very" satisfied with the personal social network. Seniors with losses in the social network have greater heterogeneity in sex (n = 160, 50.5%) and the age group of the network members (n = 130, 41.0%) and less relational cuts. Regarding the type of losses, most due to death (n = 223, 98.2%), mainly of spouse (n = 59, 26.0%). Most seniors with losses has a low level of coping (n = 128, 69.6%) and there were no associations between the type of coping and the (in)existence of losses, regardless of who had no losses in the network social presenting a higher level of coping. Discussion/Conclusion: No significant associations with most of the structural, functional, and contextual-relational characteristics of the network and the (in)existence of loss. However, it should be noted that the losses in the life of an elderly may potentiate disruptive situations, on the one hand, and on the other hand, it can open to extra family relationships, in particular in the institutional context. The existence of social support networks are an important element of wellbeing and physical and mental health of the elderly, so it is central to have their assessment and monitoring in later life.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/924
Aparece nas colecções:Dissertações de Mestrado Psicologia

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