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Título: Avaliação da Empatia em Adolescentes: adaptação e qualidades psicométricas da escala do Índice de Reatividade Interpessoal
Autores: Coutinho, Leandra Ferreira
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Empatia - Empathy
IRI - IRI
Propriedades psicométricas - Psychometric properties
Adolescência - Adolescence
Data: 2018
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A empatia consiste na capacidade de uma pessoa se colocar no lugar de outra, procurando compreender, sentir e responder às emoções e sentimentos da outra pessoa. É um construto multifacetado associado a diversas áreas da psicologia e o Índice de Reatividade Interpessoal de Davis (Interpersonal Reactivity Index, IRI; Davis, 1980, 1983) tem sido um dos instrumentos mais utilizados na sua avaliação. Em Portugal, existe uma versão validada em adultos que revelou boas qualidades psicométricas, semelhantes às suas congéneres em outras línguas. Com o intuito de estudar a empatia em adolescentes, surge a adaptação do IRI a esta faixa etária. Objetivos: Aplicação do IRI a adolescentes e estudo da sua dimensionalidade e propriedades psicométricas. Paralelamente pretende-se uma maior compreensibilidade das diversas dimensões da empatia e a sua associação com outros tipos de afeto positivo e com a sintomatologia psicopatológica na população de adolescentes. Método: Uma amostra de 201 adolescentes portugueses, 82 rapazes (40.8%) e 119 raparigas (59.2%), com idades compreendidas entre os 11 e os 18 anos de idade, a frequentarem entre o 7º e o 12º ano de escolaridade. Foram utilizados os seguintes instrumentos: o Índice de Reatividade Interpessoal (IRI), a Escala de Ansiedade Depressão e Stresse (EADS-21), e a Escala de Tipos de Afeto Positivo (ETAP). Resultados: Foi replicado o padrão de quatro fatores encontrados na versão aplicada a adultos. O Índice de Reatividade Interpessoal mostrou uma boa consistência interna para os respetivos fatores (α = .67 para o Desconforto Pessoal, .81 para o fator Fantasia, .77 para a Tomada de Perspetiva e um valor mais baixo de .54 para a dimensão Preocupação Empática). Foram encontradas diferenças de género, manifestando as raparigas valores mais elevados de empatia em todas as dimensões. A idade mostrou uma associação positiva fraca apenas com o fator de Tomada de Perspetiva. O fator Desconforto Pessoal mostrou-se associado positivamente aos sintomas de ansiedade, depressão e stresse, não revelando qualquer associação com os tipos de afeto positivo. Os fatores relativos à Tomada de Perspetiva, Fantasia e Preocupação Empática revelaram uma associação positiva baixa com os afetos positivos (ativação/excitação e relaxamento) e negativa com a sintomatologia depressiva. Conclusão: Este estudo apresenta contributos importantes na medida em que disponibiliza um instrumento de autorresposta fidedigno e útil para a avaliação da empatia em adolescentes, podendo ser utilizado em contextos clínicos, educativos e de investigação. / Introduction: Empathy consists of a person's ability to put themselves in another's place, seeking to understand, feel, and respond to the emotions and feelings of the other person. It is a multi-faceted construct associated with several areas of psychology and the Davis Interpersonal Reactivity Index (IRI; Davis, 1980, 1983) has been one of the most widely used tools in its evaluation. In Portugal, there is a validated version in adults that revealed good psychometric qualities, similar to their counterparts in other languages. In order to study empathy in adolescents, the adaptation of IRI to this age group arises. Objectives: Application of IRI to adolescents and study of their dimensionality and psychometric properties. At the same time, it is intended a greater comprehensibility of the different dimensions of empathy and its association with other types of positive affect and with the psychopathological symptomatology in the adolescent population. Method: A sample of 201 Portuguese adolescents, 82 boys (40.8%) and 119 girls (59.2%), with ages between 11 and 18 years old, attending the 7th to 12th year of schooling. The following instruments were used: the Interpersonal Reactivity Index (IRI), the Anxiety Depression and Stress Scale (ADSS-21), and the Types of Positive Affect Scale (TPAS). Results: The pattern of four factors found in the version applied to adults was replicated. The Interpersonal Reactivity Index showed good internal consistency for the total scale (α = .81) and respective factors (α = .67 for the Personal Discomfort, 0.81 for the Fantasia factor, .77 for the Perspective and a lower value of .54 for the Empathic Concern dimension). Gender differences were found, with girls indicating higher values of empathy in all dimensions. Age showed a weak positive association only with the factor of Perspective. The Personal Discomfort factor was positively associated with the symptoms of anxiety, depression and stress, showing no association with the types of positive affect. Factors related to Perspective, Fantasy and Empathic Concern revealed a low positive association with positive affects (activation / excitation and relaxation) and negative effects with depressive symptomatology. Conclusion: This study presents important contributions as it made possible the availability of a reliable and useful self-response instrument for the evaluation of empathy in adolescents, and could be used in clinical, educational and research contexts.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/939
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