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Título: Relação entre Sentimentos de Humilhação, Experiências Emocionais Precoces, Agressividade, Vingança e Traços de Paranoia na Adolescência
Autores: Dias, Orlanda Isabel Serôdio Combo
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Humilhação - Humiliation
Experiências precoces negativas - Early negative experiences
Vingança - Revenge
Traços paranóicos - Traits of paranoia
Agressividade - Aggressiveness
Data: 2018
Editora: ISMT
Resumo: O aprofundamento da perceção da vivência de humilhação na população adolescente constitui-se como o tema principal do presente estudo. Pretende-se avaliar a relação entre este conceito e as experiências precoces negativas, vingança, traços de paranoia e agressividade, controlando ainda variáveis sociodemográficas. A amostra deste estudo é composta por 268 adolescentes (134 do sexo masculino e 134 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos de idade, a frequentar o 2º e 3º ciclo do ensino básico e ensino secundário. Foi utilizado um questionário sociodemográfico, assim como um conjunto de questionários fidedignos de autorresposta para a avaliação das vivências de humilhação (Humiliation Inventory), das memórias emocionais negativas de infância (Early Life Experience Scale),da ideação paranoide (General Paranoia Scale), de sentimento de agressividade (Agression Questionnaire) e de vingança (Vengeance Scale). Os principais resultados indicaram diferenças na comparação das variáveis em função do sexo, com o sexo feminino a manifestar mais vivências de humilhação, mais experiências de subordinação, agressividade verbal, raiva, hostilidade e crenças de paranoia. Por sua vez, o sexo masculino revelou mais comportamentos de agressividade física. Na globalidade, foi encontrado um padrão de correlações no sentido esperado entre as variáveis em análise. A Humilhação demonstrou uma relação moderada e positiva com as Experiências Precoces de Vida e com a Paranoia. Mostrou ainda uma correlação baixa negativa com a Agressividade, bem como não se mostrou associada à Vingança. O Modelo preditor da humilhação foi significativo e revelou o contributo único e independente dos sentimentos de agressividade-hostilidade, das experiências de subordinação na infância, da ideação paranoide, e, por último, da agressividade física. Estes resultados pretendem contribuir para uma melhor compreensão da Humilhação, tendo em conta o seu impacto negativo no desenvolvimento atual e posterior do individuo. Uma melhor perceção deste fenómeno e o seu mapeamento na população adolescente pode ajudar na sua avaliação precoce, bem como no delineamento de estratégias preventivas e de intervenção mais eficazes na área da saúde mental das crianças e adolescentes. / The main object of this study is the deepening perception of the experience of humiliation in the adolescent population. This research intends to evaluate the relationship between this concept and the early negative experiences, revenge, traits of paranoia and aggressiveness, still controlling sociodemographic variables. The sample of this study consists of 268 adolescents (134 males and 134 females), aged between 12 and 18 years old, attending 5th through 12th grades. A sociodemographic questionnaire was used, as well as a set of reliable self-response questionnaires to evaluate the experiences of humiliation (Humiliation Inventory), the negative emotional memories in childhood (Early Life Experience Scale), the paranoid ideation (General Paranoia Scale), the feelings of aggression (Aggression Questionnaire) and vengeance (Vengeance Scale). The more significant results indicated differences in the comparison of variables according to gender, with females showing more experiences of humiliation, more experiences of subordination, verbal aggressiveness, anger, hostility and paranoid beliefs. In turn, males revealed more physical aggressive behaviors. Overall, a pattern of correlations was found in the expected direction among the variables under analysis. Humiliation has shown a moderate and positive relationship with Early Life Experiences and Paranoia. It has also showed a low negative correlation with Aggressiveness and was not associated with Vengeance. The Predictor model of humiliation was significant and revealed the unique and independent contribution of feelings of aggressiveness-hostility, experiences of subordination in childhood, paranoid ideation, and, finally, physical aggressiveness. These results aim to contribute to a better understanding of Humiliation, taking into consideration its negative impact on the current and subsequent development of the individual. A better perception of this phenomenon and its mapping in the adolescent population can help in its early evaluation, as well as in the outligning of preventive and intervention strategies more effective in the mental health care of children and adolescents.
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/940
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