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Título: Emoções Sociais Negativas: humilhação e vergonha e o seu impacto na capacidade de regulação emocional dos adolescentes
Autores: Pereira, Joana Rita Albuquerque Amaral
Cunha, Marina (Orientadora)
Palavras-chave: Humilhação - Humiliation
Vergonha - Shame
Relações entre pares - Peer relationships
Regulação emocional - Emotional regulation
Compaixão - Compassion
Adolescentes - Adolescents
Data: 2018
Editora: ISMT
Resumo: Introdução: A humilhação é uma emoção frequentemente ligada ao sofrimento e relações interpessoais conflituosas, que pode conduzir à restrição comportamental ou isolamento do indivíduo, causando, assim, um impacto nocivo ao nível do seu crescimento e desenvolvimento saudável. A esta emoção podem estar associados outros conceitos relevantes (experiências emocionais negativas e estratégias de regulação emocional) que a podem influenciar positiva ou negativamente. Objetivos: Aprofundar o conhecimento da humilhação na adolescência, através da exploração do modo como esta está associada à vergonha (emoção similar), às experiências de bullying (experiências interpessoais adversas) e à (auto)compaixão (enquanto estratégia de regulação emocional). Pretende-se, igualmente, apurar possíveis diferenças entre género nas variáveis em estudo, bem como a sua associação à idade e escolaridade. Comparar jovens a frequentar escolas públicas e jovens em lares de acolhimento relativamente às variáveis citadas. Por último, analisar o conjunto de variáveis que melhor prediz a humilhação na adolescência. Método: A amostra é constituída por 200 adolescentes (91 rapazes e 109 raparigas, dos quais 49 jovens em lares de acolhimento e 151 a frequentar uma das escolas secundária e básicas públicas) com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos. Os participantes preencheram uma folha de dados sociodemográficos e completaram 5 instrumentos de autorresposta fidedignos que avaliaram as relações entre pares (Peer Relationships Questionnaire, PRQ), a Humilhação (Humilation Inventory, HI), a vergonha externa (Other as Shamer, OAS) e a compaixão por si próprio e pelos outros (Escala de Atributos e Ações Compassivas, EAAC). Resultados: Os indivíduos do sexo feminino exibiram valores mais elevados de sentimentos de humilhação e de vergonha, bem como de atributos e ações compassivas em relação aos outros, comparativamente ao sexo masculino. A idade e escolaridade, revelaram uma associação muito baixa e positiva apenas com a humilhação. Na comparação dos grupos, os jovens em lares de acolhimento mostraram valores significativamente mais elevados nas variáveis humilhação, vergonha, tendência para provocar os outros e tendência para ser vitimizado; por sua vez, apresentaram valores mais baixos no que diz respeito à compaixão pelos outros (atributos e ações), comparativamente aos jovens a frequentar escolas públicas. A Humilhação apresentou uma associação positiva com a Vergonha (magnitude elevada) e com a dimensão tendência para Ser Vitimizado (magnitude moderada). Por outro lado, manifestou uma associação negativa com as Ações Autocompassivas. O modelo preditor da humilhação ficou constituído pelas variáveis relativas à vergonha e pela tendência de ser vitimizado, explicando 63% da sua variância. Discussão: O presente estudo aponta possíveis vias para o desenvolvimento de estratégias que facilitem um crescimento harmonioso e saudável dos adolescentes, facultando um contributo, de caráter inovador, para investigações futuras. Ainda que não seja possível estabelecer uma relação causal entre as variáveis, é apresentado uma melhor compreensão da humilhação e da vergonha, e de como estas podem estar associadas a determinadas experiências interpessoais. É, assim, verificado como o género a que pertencem, as relações entre pares e o contexto em que os adolescentes estão inseridos podem desempenhar um papel importante na manifestação das suas emoções e na sua capacidade para as regular, adicionando uma particular visibilidade aos jovens que se encontram sob resposta social (em lares de acolhimento). / Introduction: Humiliation is an emotion often linked to suffering and conflicting interpersonal relationships, which can lead to behavioral restriction or isolation of the individual, thus causing a harmful impact on their growth and development. This emotion may be related to other relevant concepts (negative emotional experiences and strategies of emotional regulation) that can influence it positively or negatively. Objectives: The aim of this study is to deepen the knowledge of the humiliation in adolescence, and the way it is associated with shame (similar emotion), the experiences of bullying (adverse interpersonal experiences) and (self) compassion (as a strategy of emotional regulation). It is also intended to investigate possible differences between gender, age and schooling. Considering these variables, a comparative analysis was carried out, between young people attending public schools and young people in foster care. Finally, analyze the set of variables that best predicts the humiliation in adolescence. Method: The sample consists of 200 adolescents (91 boys and 109 girls, including 49 girls in foster care and 151 in one of the public primary and secondary schools) between the ages of 12 and 18. Participants completed a sociodemographic survey using a reliable self-answering instruments that evaluated Peer Relationships Questionnaire (PRQ), Humilation Inventory (HI), external shame (OAS) and compassion for self and for others (Attributive Attributes and Actions Scale, EAAC). Results: Female subjects exhibited higher values of feelings of humiliation and shame, as well as compassionate attributes and actions compared to male subjects. Age and schooling revealed a very low and positive association only with humiliation. In the comparison of the groups, the young people in the foster care showed significantly higher values in the variables humiliation, shame, predisposition to provoke others and propensity to be victimized. In addition, this group, presented lower values of respect and compassion for others (attributes and actions) compared to young people attending public schools. Humiliation had a positive association with Shame (high magnitude) and tendency dimension to Being Victimized (moderate magnitude). On the other hand, it showed a negative association with the Autocompassive Actions. The predictor of humiliation was constituted by the variables related to shame and the tendency to be victimized, explaining 63% of their variance. Discussion: The present study points out possible avenues for the development of strategies that facilitate healthy growth of adolescents, making an innovative contribution to future research. Although it is not possible to establish a causal relationship between variables, a better understanding of humiliation and shame is presented, showing how these may be associated with certain interpersonal experiences. Gender, the relationships between peers and the context in which the adolescents are inserted can play an important role in the manifestation of their emotions and in their capacity to regulate them, adding a particular visibility to the young people whom social response (in foster care).
URI: http://repositorio.ismt.pt/handle/123456789/965
Aparece nas colecções:Dissertações de Mestrado Psicologia

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