Repositório ISMT

REPOSITÓRIO ABERTO

Instituto Superior Miguel Torga

O REPOSITÓRIO ABERTO do ISMT é um repositório institucional de acesso aberto das publicações produzidas pela sua comunidade académica.

Neste REPOSITÓRIO, criado em julho de 2013, podem ser consultados dissertações, teses, artigos, comunicações, pósteres e outro material de divulgação cientifica

 

Biblioteca Carlos Amaral Dias

 

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Reatividade Emocional e Sintomatologia Depressiva e Ansiosa: contributos da flexibilidade psicológica e do pensamento dialético em pessoas com e sem diagnóstico psicopatológico
(ISMT, 2025-10) Sousa, Marta Susana Santos de; Carreiras, Diogo (Orientador)
O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre a reatividade emocional, a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético na explicação dos sintomas depressivos e ansiosos, procurando compreender o papel destas variáveis como potenciais fatores de vulnerabilidade e proteção da saúde mental. Participaram 326 indivíduos de nacionalidade portuguesa e com idades compreendidas entre os 18 e 69 anos, distribuídos entre população clínica (n = 52) e não clínica (n = 274), tendo sido aplicados instrumentos de autorrelato que avaliaram reatividade emocional, flexibilidade psicológica, pensamento dialético, depressão e ansiedade. O desenho do estudo foi quantitativo, transversal, correlacional e preditivo. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, com a população clínica a apresentar níveis mais elevados de reatividade emocional, depressão e ansiedade, e níveis mais baixos de flexibilidade psicológica e pensamento dialético. As análises correlacionais demonstraram associações positivas entre reatividade emocional e sintomatologia psicopatológica, e associações negativas entre flexibilidade psicológica, pensamento dialético e sintomatologia psicopatológica. As regressões lineares hierárquicas confirmaram que a reatividade emocional prediz positivamente a depressão e a ansiedade, enquanto a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético as predizem negativamente, quando controlada a presença de diagnóstico psicopatológico, explicando uma proporção significativa da variância dos sintomas depressivos (42%) e ansiosos (44%). Estes resultados sustentam a relevância destes processos na compreensão da psicopatologia e reforçam o valor clínico de intervenções que promovam a flexibilidade cognitivo emocional e o pensamento dialético, como componentes centrais da regulação emocional e da adaptação psicológica. | The present study aimed to analyse the relationship between emotional reactivity, psychological flexibility, and dialectical thinking in explaining depressive and anxiety symptoms, seeking to understand the role of these variables as potential vulnerability and protective factors for mental health. A total of 326 individuals of Portuguese nationality, aged between 18 and 69 years, participated in the study, divided into clinical (n = 52) and non- clinical (n = 274) populations. Self-report instruments were administered to assess emotional reactivity, psychological flexibility, dialectical thinking, depression, and anxiety. The study design was quantitative, cross-sectional, correlational, and predictive. The results revealed statistically significant differences between groups, with the clinical population presenting higher levels of emotional reactivity, depression, and anxiety, and lower levels of psychological flexibility and dialectical thinking. Correlational analyses showed positive associations between emotional reactivity and psychopathological symptoms, and negative associations between psychological flexibility, dialectical thinking, and psychopathological symptoms. Hierarchical linear regressions confirmed that emotional reactivity positively predicts depression and anxiety, while psychological flexibility and dialectical thinking negatively predict them, when controlling for the presence of a psychopathological diagnosis. These variables explained a significant proportion of the variance in depressive (42%) and anxiety (44%) symptoms. These findings support the relevance of these processes in understanding psychopathology and reinforce the clinical value of interventions that promote cognitive- emotional flexibility and dialectical thinking as central components of emotional regulation and psychological adaptation.
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Redes Sociais e Tolerância à Infidelidade no Mundo Contemporâneo: relação com a perceção da qualidade relacional e adição às redes sociais
(ISMT, 2025-10) Ribeiro, Maria Teresa Vilaça Ramos; Carvalho, Joana (Orientadora)
Objetivos: Considerando a escassez de investigação sobre a tolerância à infidelidade, mostra-se pertinente aprofundar este tema face às mudanças socioculturais que transformam as conceções do compromisso, fidelidade e qualidade relacional, assim como à crescente influência das tecnologias digitais e das redes sociais nas relações amorosas. O presente estudo procurou analisar de que forma a tolerância à infidelidade – global e nas suas dimensões sexual e emocional – se associa a um conjunto de variáveis sociodemográficas e relacionais (e.g., idade, religiosidade, duração da relação amorosa). Métodos: Este estudo assumiu um carácter quantitativo e transversal, com 310 participantes portugueses ou residentes em Portugal (sexo feminino, n = 232; 74,8%), com idades entre 18 e 77 anos, em relações amorosas e utilizadores de redes sociais. A recolha de dados foi realizada online, recorrendo a um protocolo composto por um questionário sociodemográfico e de dados complementares, e três instrumentos de autorrelato: a Escala de Tolerância à Infidelidade, para avaliar a disposição de manter ou terminar a relação amorosa face à infidelidade do(a) parceiro(a); o Inventário dos Componentes da Qualidade Relacional Percebida (ICQRP), para medir a qualidade relacional percebida em relações românticas e o Internet Addiction Test adaptado para redes sociais, para avaliar o grau de envolvimento com estas plataformas. Resultados: Os resultados evidenciaram diferenças significativas em função do sexo, verificando-se que o sexo feminino apresentou menor tolerância à infidelidade, na dimensão emocional. A idade revelou associações significativas tanto com a tolerância global como com as suas dimensões, indicando que esta tende a aumentar progressivamente com a idade. Por outro lado, a religiosidade apresentou um efeito paradoxal: indivíduos religiosos registaram maior tolerância à infidelidade global, mas menor tolerância nas dimensões sexual e emocional. Conclusões: Esta investigação realça a importância de explorar variáveis sociodemográficas, como a idade, o sexo biológico e a religiosidade, na análise da tolerância à infidelidade, contribuindo para o avanço da literatura nesta área. Apesar da significância reduzida dos resultados, o estudo constitui um ponto de referência útil para futuras investigações e para a prática clínica em terapia de casal. | Purpose: Considering the scarcity of research on tolerance toward infidelity, it is relevant to delve deeper into this topic in light of the sociocultural changes that transform conceptions of commitment, fidelity, and relational quality, as well as the growing influence of digital technologies and social media on romantic relationships. The present study sought to analyze how tolerance toward infidelity – both overall and in its sexual and emotional dimensions – is associated with a set of sociodemographic and relational variables (e.g., age, religiosity, duration of the romantic relationship). Methods: This study adopted a quantitative and cross-sectional approach, with 310 Portuguese participants or residents in Portugal (female, n = 232; 74.8%), aged between 18 and 77 years, in romantic relationships and users of social networks. Data collection was conducted online using a protocol consisting of a sociodemographic and supplementary data questionnaire, and three self-report instruments: the Infidelity Tolerance Scale, to assess the willingness to maintain or end the romantic relationship in the face of partner infidelity; the Measurement of Perceived Relationship Quality Components (PRQC), to measure perceived relational quality in romantic relationships; and the Internet Addiction Test adapted to social media, to evaluate the degree of engagement with these platforms. Results: The results revealed significant differences based on sex, showing that females exhibited lower tolerance for infidelity in the emotional dimension. Age showed significant associations with both overall tolerance and its dimensions, indicating that it tends to increase progressively with age. On the other hand, religiosity presented a paradoxical effect: religious individuals showed higher tolerance for overall infidelity, but lower tolerance in the sexual and emotional dimensions. Conclusions: This research highlights the importance of exploring sociodemographic variables, such as age, biological sex, and religiosity, in the analysis of tolerance to infidelity, contributing to the advancement of the literature in this area. Despite the limited significance of the results, the study serves as a useful reference point for future research and for clinical practice in couples therapy.
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Estudo Exploratório: rede social pessoal e perturbação de stress pós-traumático em vítimas de violência conjugal
(Universidade Lusíada, 2023) Ribeiro, Sónia
O presente estudo pretende analisar a relação entre a Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) e a Rede Social Pessoal, no caso específico das mulheres vítimas de violência conjugal. Método: Trata-se de uma investigação não experimental, desenvolvida com uma amostra não probabilística (de conveniência), formada por 63 mulheres vítimas de violência conjugal (residentes em casas-abrigo), em Portugal. Resultados e conclusões: A PSPT parece não se associar às características estruturais, nem às características funcionais e atributos do vínculo, da rede social pessoal. As mulheres vítimas de violência conjugal que se encontram em instituições de acolhimento, independentemente de terem ou não PSPT, apresentam redes de tamanho reduzido e coesas, focalizadas no quadrante familiar. | The present study intends to analyze the relationship between Post Traumatic Stress Disorder (PTSD) and the Personal Social Network, in the specific case of women victims of domestic violence. Method: This is a non-experimental investigation, developed with a non-probabilistic (convenience) sample, formed by 63 women victims of domestic violence (residents in shelters), in Portugal. Results and conclusions: PTSD does not seem to be associated with the structural characteristics, nor with the functional characteristics and attributes of the bond, of the personal social network. Women victims of domestic violence who are in shelter institutions, regardless of whether they have PTSD or not, have small and cohesive networks, focused on the family quadrant.
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Adaptação e Validação da Versão Portuguesa da Narcissistic Vulnerability Scale (NVS-PT)
(ISMT, 2025-10) Marques, André Frederico Monteiro; Macedo, Esmeralda (Orientadora)
O presente estudo teve como objetivo adaptar e validar a versão portuguesa da Escala de Vulnerabilidade Narcisista (NVS-PT), uma medida de autorrelato de 11 itens, que visa avaliar o narcisismo vulnerável em adultos portugueses. A iniciativa destaca-se pela sua relevância na sociedade atual e pela ausência de instrumentos validados para a população portuguesa que avalie este constructo. A NVS foi desenvolvida inicialmente por Crowe et al. (2018). Participaram 290 indivíduos nesta pesquisa, sendo 80% do sexo feminino, com idades entre 19 e 72 anos (M = 40,43; DP = 11,44). A estrutura unidimensional da escala foi confirmada via Análise Fatorial Exploratória (AFE), após a verificação da adequação da amostra pelo teste de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO = 0,89). Um único fator foi extraído, apresentando um autovalor de 5,42, o qual explicou 44,7% da variância total, reforçando a estrutura originalmente proposta por Crowe et al. (2018). A consistência interna da NVS-PT revelou-se elevada (α = 0,90). Para identificar correlações entre diferentes constructos relacionados com o narcisismo vulnerável, foi utilizado: Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), o Questionário de Satisfação com a Vida (SWLS-3) e a Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 items (DASS-21). A análise das correlações revelou associações negativas significativas entre a NVS-PT e os níveis de autoestima (r = -0,60; p < 0,01) e satisfação com a vida (r = -0,51; p < 0,01), bem como associações positivas significativas com as subescalas de depressão (r = 0,63; p < 0,01), ansiedade (r = 0,46; p < 0,01) e stress (r = 0,54; p < 0,01) da DASS-21. Esses resultados corroboram a validade de constructo da NVS-PT, demonstrando aptidão para avaliar o narcisismo vulnerável na população portuguesa e contribuindo para uma compreensão aprofundada do bem-estar psicológico. Em resumo, a versão portuguesa da NVS-PT é um instrumento confiável e válido. Essa medida pode ser utilizada com adultos da população portuguesa e é uma ferramenta útil tanto para pesquisa em narcisismo vulnerável quanto para a prática clínica. Os ambientes de uso variam, incluindo áreas como saúde, investigação e tratamento psicoterapêutico. | The present study aimed to adapt and validate the Portuguese version of the Narcissistic Vulnerability Scale (NVS-PT), an 11-item self-report measure that seeks to assess vulnerable narcissism in Portuguese adults. This initiative stands out due to its relevance in contemporary society and the absence of validated instruments for the Portuguese population that assess this construct. The NVS was initially developed by Crowe et al. (2018). A total of 290 individuals participated in this research, with 80% being female, and ages ranging between 19 and 72 years (M = 40.43; SD = 11.44). The unidimensional structure of the scale was tested through exploratory factor analysis (EFA), employing the Kaiser-Meyer Olkin test (KMO = .891), which indicated excellent sample adequacy and confirmed the scale's unidimensional structure. A single factor was extracted, presenting an eigenvalue of 5.42, which explained 44.7% of the total variance, reinforcing the structure originally proposed by Crowe et al. (2018). The internal consistency of the NVS-PT proved to be high (α = .90). Other scales were used to verify correlations between various constructs associated with the variable of vulnerable narcissism: the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), the Satisfaction With Life Scale (SWLS-3), and the Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 items (DASS-21). The correlation analysis revealed significant negative associations between the NVS-PT and levels of self-esteem (r = -.60, p < .01) and satisfaction with life (r = -.51, p < .01), as well as significant positive associations with the depression (r = .63, p < 0.01), anxiety (r = .46, p < .01), and stress (r = .59, p < .01) subscales of the DASS-21. These results corroborate the construct validity of the NVS-PT, demonstrating its aptitude for assessing vulnerable narcissism in the Portuguese population and contributing to a more in depth understanding of psychological well-being. In summary, the Portuguese version of the NVS-PT is a reliable and valid instrument. This measure can be used with adults from the Portuguese population and is a useful tool for both research on vulnerable narcissism and clinical practice. The usage environments vary, including areas such as health, research, and psychotherapeutic treatment.
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Pais Digitais: a relação entre a adição às redes sociais, as competências parentais percebidas e a comunicação parento-filial
(ISMT, 2025-11) Carvalho, Catarina Reverendo Almeida Xavier; Carvalho, Joana (Orientadora)
Objetivo: A relevância do presente estudo advém da crescente utilização de tecnologias digitais e redes sociais por parte dos diferentes elementos do agregado familiar. Apesar desse aumento, persistem lacunas no conhecimento relativo à forma como estes fenómenos se relacionam. Assim, a presente investigação teve como objetivo principal analisar a associação entre a adição às redes sociais, as competências parentais e a comunicação parento-filial. Métodos: Este estudo quantitativo e de carácter transversal, integrou uma amostra composta por 293 participantes (sexo feminino, n = 242; 82.6%), entre os 18 e os 73 anos, que tivessem pelo menos um filho e utilizassem as redes sociais. As respostas foram recolhidas através protocolo online, composto pelo questionário sociodemográfico e de informações complementares, bem como pelos instrumentos: Escala de adição às redes sociais (EARS), para avaliar o nível de adição às redes sociais, Escala de sentido de competência parental (ESCP), para medir o grau de competências parentais percebidas e Escala de avaliação da comunicação na parentalidade – versão pais (COMPA-P), para avaliar a comunicação parento-filial. Resultados: Os resultados obtidos revelaram uma associação positiva entre a dimensão satisfação parental, referente às competências parentais, com a comunicação parento filial, e, em particular, com a sua dimensão disponibilidade parental para a comunicação. Verificou-se também uma associação negativa entre a dimensão satisfação parental com a adição às redes sociais. A adição às redes sociais e as dimensões das competências parentais percebidas (satisfação e eficácia parental), mostraram-se variáveis com poder preditivo da comunicação parento-filial. Conclusão: Este estudo reforça a relevância que as dimensões das competências parentais parecem ter no impacto da qualidade da comunicação parento-filial, comparativamente com os comportamentos associados ao uso das redes sociais. Implicações para futuras investigações e práticas de aconselhamento parentais são apontadas. | Purpose: The relevance of this study stems from the increasing use of digital technologies and social networks by different members of the household. Despite this increase, gaps in knowledge persist regarding how these phenomena relate to each other. Thus, the main objective of this research was to analyze the association between social media addiction, parenting skills, and parent-child communication. Methods: This quantitative, cross-sectional study included a sample of 293 participants (female, n = 242; 82.6%), aged 18 to 73, who had at least one child and used social media. Responses were collected through an online protocol consisting of a sociodemographic and supplementary information questionnaire, as well as the following instruments: Social Media Addiction Scale to assess the level of social media addiction, the Parenting sense of competence scale (PSOC) to measure the degree of perceived parenting skills and the Perception scale of parenting communication– Parent Version (COMPA-P). to assess parent-child communication. Results: The results revealed a positive association between the parental satisfaction dimension, related to parenting skills, and parent-child communication, and especially with the parental availability dimension. There was also a negative association between parental satisfaction and social media addiction. Social media addiction and the dimensions of perceived parenting skills (parental satisfaction and effectiveness) were shown to be predictive variables for parent-child communication. Conclusion: This study reinforces the relevance that dimensions of parenting skills appear to have in impacting the quality of parent-child communication, compared to behaviors associated with social media use. Implications for future research and parental counseling practices are highlighted.