Repositório ISMT
REPOSITÓRIO ABERTO
Instituto Superior Miguel Torga
O REPOSITÓRIO ABERTO do ISMT é um repositório institucional de acesso aberto das publicações produzidas pela sua comunidade académica.
Neste REPOSITÓRIO, criado em julho de 2013, podem ser consultados dissertações, teses, artigos, comunicações, pósteres e outro material de divulgação cientifica
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Motivação, Saúde e Bem-Estar no Trabalho: caminhos para um equilíbrio sustentável
(ISMT, 2025-12-30) Duarte, Maria Leonor Ferreira; Santos, Célia; Cordeiro, Bruno; Gomes, Gabriela Pedro
Este estudo examina a relação entre motivação, saúde e bem-estar no ambiente de trabalho e os seus impactos no desempenho organizacional e satisfação dos colaboradores. Através de uma revisão sistemática de 35 artigos publicados na Web of Science entre 2023 e 2024, foram analisadas as tendências e lacunas da literatura. Os resultados mostram que práticas eficazes de Gestão de Recursos Humanos, focadas na saúde e bem-estar, têm impacto positivo na motivação, resultando em melhor desempenho. O estudo destaca a importância de um ambiente de trabalho equilibrado, onde a motivação, saúde e bem-estar são prioridades, contribuindo para a qualidade de vida no trabalho e para o sucesso organizacional. | This study examines the relationship between motivation, health, and well-being in the workplace and their impact on organizational performance and employee satisfaction. Through a systematic review of 35 articles published in the Web of Science between 2023 and 2024, trends and gaps in the literature were analyzed. The results show that effective Human Resource Management practices, focused on health and well-being, positively impact motivation, leading to improved performance. The study highlights the importance of a balanced work environment where motivation, health, and well-being are priorities, contributing to better quality of work life and organizational success.
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O “Eu” do Prefeito no Relatório de Gestão Consolidado: uma comparação do conteúdo das mensagens dos prefeitos nas prestações de contas municipais do Piauí
(ISMT, 2025-12-30) Guimarães, Victor Silva; Mauricio, Mauricio Mendes Boavista de Castro; Nascimento, João Carlos Hipólito Bernardes do; Santos, Alexandre Rodrigues; Pinheiro, Leonardo Victor de Sá
O Relatório de Gestão Consolidado (RGC) é um instrumento de prestação de contas que sintetiza os resultados alcançados pela gestão, evidenciando as destinações dos recursos públicos e as perspectivas de futuro. Nesse sentido, esta pesquisa teve o objetivo de comparar o conteúdo da “mensagem do prefeito” entre os relatórios das prefeituras que publicaram esta seção. Trata-se de uma iniciativa original que pode reverberar na acepção e melhoria das políticas públicas que fomentem o controle social e o interesse por documentos que, em tese, devem ser destinados ao usuário comum da informação. Para o alcance do objetivo, foi desenvolvida uma pesquisa com abordagem qualitativa, com a coleta de dados por via de busca documental e a investigação operacionalizada com o software IRaMuTeQ, capaz de auxiliar na análise da estrutura e da organização do discurso. A pesquisa apontou que os dirigentes máximos dos municípios utilizaram esta seção para apresentar o propósito do RGC, enfatizar o compromisso em enfrentar os desafios e apresentar os avanços alcançados. Assim, dada a inserção recente desse documento, recomenda-se que estudos futuros continuem acompanhando a evolução do aprendizado das formas de reporte do RGC. | The Consolidated Management Report (RGC) is an accountability tool that synthesizes the results achieved by management, highlighting the use of public resources and future prospects. With this in mind, the aim of this study was to compare the content of the “mayor’s message” between the reports of the municipalities that published this section. This is an original initiative that could have repercussions for the meaning and improvement of public policies that foster social control and interest in documents that, in theory, should be intended for ordinary users of information. In order to achieve the objective, a qualitative research approach was developed, with data collected through a document search and the investigation operationalized with the IRaMuTeQ software, capable of helping to analyse the structure and organization of discourse. The research showed that the top leaders of the municipalities used this section to present the purpose of the RGC, emphasize their commitment to facing the challenges and present the progress made. As such, given the recent inclusion of this document, it is recommended that future studies continue to follow the evolution of learning about the forms of reporting in these reports.
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Contributo para o Estudo das Propriedades Psicométricas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire: resultados preliminares sobre a capacidade discriminativa e validade convergente
(ISMT, 2024-04) Fernando, Diogo Alexandre Dias; Vicente, Henrique (Orientador)
Introdução: A mentalização pode ser definida como uma habilidade que se desenvolve durante a infância por meio de interações com cuidadores capazes de refletir e responder aos estados mentais da criança, dotando-a de competências para compreender, interpretar e comunicar estados mentais próprios e dos outros, sendo crucial para a formação de um sentido de self estável e enriquecido, bem como para as interações interpessoais saudáveis. Objetivos: Este estudo visa contribuir para a análise das propriedades psicométricas de dois instrumentos de auto-resposta que avaliam as capacidades de mentalização: as versões portuguesas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Será colocado particular enfoque na avaliação da sua consistência interna, capacidade discriminativa e validade convergente. Materiais e Métodos: A amostra do presente estudo integrou um total 233 participantes, organizados em duas subamostras: 200 indivíduos da população geral (121 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) e 33 da população clínica (22 do sexo masculino e 11 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 18 anos e os 77 anos. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e três instrumentos de autorresposta, o RFQ-8, o MMQ e o BSI. Resultados: Os valores Alpha de Cronbach para o RFQ-8 oscilaram entre 0,786 e 0,625, indicando uma boa/moderada confiabilidade interna, ao passo que no MMQ variaram entre 0,550 e 0,671, sugerindo consistência satisfatória/moderada. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos resultados de ambos instrumentos entre as subamostras. Além disso, foi observada uma correlação significativa entre as pontuações das subescalas RFQ-8 e MMQ e a sintomatologia psicopatológica. Finalmente, foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as subescalas do polo da má mentalização do MMQ e as pontuações das subescalas de incerteza e certeza do RFQ-8. Discussão e Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que ambos os instrumentos revelam adequadas propriedades psicométricas, sendo capazes de discriminar populações clínicas da população geral. A relação entre mentalização, tal como medida pelo RFQ-8 e MMQ, e sintomas psicopatológicas é consonante com a literatura que indica uma função reflexiva comprometida em diversas situações clínicas, a ter em consideração em intervenções psicoterapêuticas. Por último, as associações significativas entre as pontuações dos dois instrumentos apontam para a existência de validade convergente. Desse modo, tanto o RFQ-8 como o MMQ podem ser ferramentas relevantes para a investigação e avaliação/intervenção. | Introduction: Mentalization can be defined as an ability that develops during childhood through interactions with caregivers capable of reflecting and responding to the child's mental states, endowing them with competencies to understand, interpret, and communicate their own and others' mental states, being crucial for the formation of a stable and enriched sense of self, as well as for healthy interpersonal interactions. Objectives: This study aims to contribute to the analysis of the psychometric properties of two self-report instruments assessing mentalization abilities: the Portuguese versions of the Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) and the Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Particular emphasis will be placed on evaluating their internal consistency, discriminative capacity, and convergent validity. Materials and Methods: The sample of this study comprised a total of 233 participants, organized into two subsamples: 200 individuals from the general population (121 males and 79 females) and 33 from the clinical population (22 males and 11 females), aged between 18 and 77 years. Participants completed a sociodemographic questionnaire and three self-report instruments, RFQ-8, MMQ, and BSI. Results: Cronbach's Alpha values for RFQ-8 ranged from 0.786 to 0.625, indicating good/moderate internal reliability, while in MMQ they ranged from 0.550 to 0.671, suggesting satisfactory/moderate consistency. Statistically significant differences were found in the results of both instruments between the subsamples. Additionally, a significant correlation was observed between the scores of RFQ-8 and MMQ subscales and psychopathological symptoms. Finally, statistically significant associations were identified between MMQ's poor mentalization subscales and RFQ-8's uncertainty and certainty scores. Discussion and Conclusions: The results of this study suggest that both instruments demonstrate adequate psychometric properties, capable of discriminating clinical populations from the general population. The relationship between mentalization, as measured by RFQ-8 and MMQ, and psychopathological symptoms is consistent with literature indicating compromised reflective function in various clinical situations, to be considered in psychotherapeutic interventions. Lastly, the significant associations between the scores of the two instruments indicate convergent validity. Thus, both RFQ-8 and MMQ can be relevant tools for research and assessment/intervention.
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A Influência dos Padrões de Vinculação no Desenvolvimento da Perturbação da Personalidade Borderline: uma revisão sistemática da literatura
(ISMT, 2025-10) Azenha, Carolina Monteiro; Becker, Joana (Orientadora)
A Perturbação da Personalidade Borderline (PPB) constitui um dos quadros mais complexos e desafiantes da psicopatologia contemporânea, dada a sua elevada prevalência, impacto funcional e dificuldades no tratamento. A relevância de estudar os padrões de vinculação deve-se ao facto de estes serem fatores relacionais precoces que podem ajudar a compreender os mecanismos de origem e manutenção da perturbação. O presente estudo teve como objetivo analisar, através de uma revisão sistemática da literatura, a influência dos estilos de apego no desenvolvimento da PPB. Foram consultadas as bases de dados PubMed, Science Direct, APA PsycArticles e ProQuest, utilizando termos relacionados com “Borderline”, “Attachment” e “Child Development”. Aplicados os critérios de elegibilidade e exclusão, 21 artigos publicados entre 1991 e 2021 integraram a análise qualitativa. Os resultados revelaram uma associação consistente entre estilos de vinculação inseguros – sobretudo o ansioso e o desorganizado – e características centrais da PPB, como instabilidade emocional, impulsividade e medo do abandono. O apego ansioso foi o mais frequente, enquanto o desorganizado surgiu como preditor de quadros mais graves, frequentemente mediado por experiências precoces de trauma. A literatura aponta ainda para uma possível transmissão intergeracional de padrões de apego inseguros em contextos de parentalidade borderline. Conclui-se que os padrões de vinculação desempenham um papel central no desenvolvimento da PPB, reforçando a pertinência da Teoria do Apego como modelo explicativo e clínico. A compreensão desta relação contribui para intervenções preventivas e terapêuticas mais eficazes, nomeadamente através de abordagens que integram vinculação e regulação emocional. | Borderline Personality Disorder (BPD) is one of the most complex and challenging conditions in contemporary psychopathology, given its high prevalence, functional impairment, and treatment difficulties. The relevance of studying attachment patterns lies in their role as early relational factors that may clarify the origins and maintenance of the disorder. This study aimed to analyze, through a systematic literature review, the influence of attachment styles on the development of BPD. The databases PubMed, Science Direct, APA PsycArticles, and ProQuest were searched using terms related to “Borderline,” “Attachment,” and “Child Development.” After applying eligibility and exclusion criteria, 21 articles published between 1991 and 2021 were included in the qualitative analysis. The findings revealed a consistent association between insecure attachment styles— particularly anxious and disorganized—and core features of BPD, such as emotional instability, impulsivity, and fear of abandonment. The anxious style was the most frequently observed, while disorganized attachment emerged as a predictor of more severe cases, often mediated by early traumatic experiences. Evidence also suggests a possible intergenerational transmission of insecure attachment patterns in the context of borderline parenthood. In conclusion, attachment patterns play a central role in the development of BPD, reinforcing the relevance of Attachment Theory as both an explanatory and clinical model. Understanding this relationship contributes to more effective preventive and therapeutic interventions, particularly through approaches that integrate attachment and emotion regulation.
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Influência das Adversidades da Infância na Construção e Desenvolvimento da Estrutura da Personalidade: relação entre as dimensões da estrutura de personalidade e o suporte social segundo os fatores sociodemográficos
(ISMT, 2025-10) Carvalho, Patrícia de Sousa Vindeirinho Albuquerque; Lopes, João Borges (Orientador)
Introdução: A infância constituiu um período crucial na formação das estruturas emocionais, cognitivas e sociais. As experiências adversas precoces (abusos, negligência e disfunções familiares) foram associadas ao aumento do risco de problemas físicos e psicológicos na vida adulta. A teoria sobre estilos parentais de Young reforça a influência que o ambiente em que crescemos exerce sobre nós. O estudo da personalidade é fundamental para compreender a natureza humana, o Modelo P-E-N de Eysenck (Psicoticismo, Extroversão e Neuroticismo) fundamenta a hipótese de que adversidades e práticas parentais influenciam os traços de personalidade. O suporte social é considerado um fator protetor relevante, em situações de crise. Objetivos: Este estudo teve como objetivos: (1) analisar se as adversidades vivenciadas na infância influenciam a construção e o desenvolvimento da estrutura da personalidade; (2) avaliar a relação dos estilos parentais e das dimensões da personalidade; (3) analisar a relação entre dimensões da personalidade e a satisfação com o suporte social; (4) examinar eventuais diferenças nas dimensões da personalidade em função de fatores sociodemográficos (sexo, idade, estado civil e habilitações literárias). Métodos: A amostra foi composta por 85 participantes, composta por amostra clínica (n = 43) e amostra não clínica (n = 42), recrutada em contexto hospitalar e comunitário. Os participantes tinham idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Os dados foram recolhidos presencialmente, mediante consentimento informado. Os participantes preencheram presencialmente instrumentos de autorresposta que avaliaram as adversidades vivenciadas na infância (Questionário da História de Adversidade na Infância), os estilos parentais (Questionário de Estilos Parentais), dimensões da personalidade (EPQ-R) e a satisfação com o suporte social (ESSS). Resultados: Os resultados mostraram diferenças significativas entre as populações clínica e não clínica nas dimensões Neuroticismo, Extroversão e Psicoticismo. As dimensões da personalidade não variaram significativamente em função de fatores sociodemográficos (sexo, idade, estado civil e habilitações literárias). O Neuroticismo correlacionou-se, de forma moderada, com algumas adversidades específicas, nomeadamente Abuso Físico, Abuso Emocional, Abuso sexual e Doença Mental. Enquanto a Extroversão apresentou correlações moderadas com abuso emocional e divórcio/separação parental na amostra clínica. Identificaram-se fortes correlações negativas entre Neuroticismo e satisfação com o suporte social, bem como correlações positivas entre Extroversão e satisfação com o suporte social. Não se observaram correlações fortes entre estilos parentais e dimensões da personalidade, embora tenham surgido algumas associações fracas e moderadas. Conclusão: Os resultados sugerem que, as adversidades experienciadas na infância e os estilos parentais se associam às dimensões da personalidade, reforçando o impacto do contexto familiar no desenvolvimento psicológico. O suporte social percebido mostrou-se fortemente relacionado com dimensões de personalidade, principalmente com o Neuroticismo. Estes dados contribuem para a compreensão integrada da influência das experiências precoces e dos recursos sociais na estruturação da personalidade. | Introduction: Childhood constitutes a crucial period in the formation of emotional, cognitive, and social structures. Early adverse experiences (abuse, neglect, and family dysfunctions) have been associated with an increased risk of physical and psychological problems in adulthood. Young's theory on parental styles reinforces the influence that the environment in which we grow up exerts on us. The study of personality is fundamental to understanding human nature, and Eysenck's P-E-N Model (Psychoticism, Extraversion, and Neuroticism) supports the hypothesis that adversities and parental practices influence personality traits. Social support is considered a relevant protective factor in crisis. Objectives: This study aimed to: (1) analyze whether adversities experienced in childhood influence the construction and development of personality structure; (2) evaluate the relationship between parental styles and personality dimensions; (3) analyze the relationship between personality dimensions and satisfaction with social support; (4) examine any differences in personality dimensions based on sociodemographic factors (sex, age, marital status, and educational qualifications). Methods: The sample consisted of 85 participants, comprising a clinical sample (n = 43) and a non-clinical sample (n = 42), recruited in hospital and community settings. Participants ranged in age from 18 to 65 years. Data was collected in person, with informed consent. Participants completed self-report instruments in person that assessed adversities experienced in childhood (Childhood Adversity History Questionnaire), parental styles (Parental Styles Questionnaire), personality dimensions (EPQ-R), and satisfaction with social support (ESSS). Results: The results showed significant differences between the clinical and non-clinical populations in the dimensions of Neuroticism, Extraversion, and Psychoticism. Personality dimensions did not vary significantly based on sociodemographic factors (sex, age, marital status, and educational qualifications). Neuroticism was moderately correlated with some specific adversities, namely Physical Abuse, Emotional Abuse, Sexual Abuse, and Mental Illness. Extraversion showed moderate correlations with emotional abuse and parental divorce/separation in the clinical sample. Strong negative correlations were identified between Neuroticism and satisfaction with social support, as well as positive correlations between Extraversion and satisfaction with social support. No strong correlations were observed between parental styles and personality dimensions, although some weak and moderate associations emerged. Conclusion: The results suggest that adversities experienced in childhood and parental styles are associated with personality dimensions, reinforcing the impact of the family context on psychological development. Perceived social support was shown to be strongly related to personality dimensions, particularly Neuroticism. These data contribute to the integrated understanding of the influence of early experiences and social resources on personality structure.