Suporte Familiar em Jovens Internados em Centros Educativos: entre a dissonância e a complementaridade

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Data
2025-12
Autores
Silva, Mariana Cravide
Santos, Diamantino (Orientador)
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Editora
ISMT
Resumo
O objetivo deste estudo exploratório é comparar a avaliação que os interventores/tutores e os jovens realizam sobre o apoio familiar de jovens institucionalizados. A confluência ou divergência entre a análise dos técnicos que acompanham estes jovens, e a dos jovens institucionalizados relativamente ao seu suporte familiar, pode constituir uma dissonância significativa para a intervenção técnica. Os participantes são 3 técnicos tutores que avaliaram o apoio familiar de 33 jovens em contexto de internamento numa instituição do ministério da justiça, e os jovens que avaliaram o apoio familiar recebido. O instrumento aplicado aos técnicos foi o questionário sociodemográfico, com uma pequena avaliação na influência da família sobre o jovem durante o cumprimento das suas medidas. Os instrumentos aplicados aos jovens foram o Inventário de Perceção de Suporte Familiar e um questionário sociodemográfico. A nível metodológico esta é uma investigação empírica, constitui-se como um estudo transversal e de metodologia quantitativa (Field, 2018). Os resultados indicam que a mãe é vista como a principal figura de referência, seguindo-se os pais e irmãos, verificou-se ainda que, a maioria destes jovens, tiveram anteriormente percursos de institucionalização na segurança social. Uma parte significativa destes jovens recebem visitas 3 ou mais vezes por mês, mas um elevado número de jovens não recebe qualquer visita. Nas entrevistas com os técnicos, verificou-se frequente contacto com os jovens (mais de 10 horas semanais), mas pouco contacto com as famílias (1 a 2 horas por semana ou menos). A maioria destes jovens viveu experiências familiares marcadas por negligência, violência e instabilidade, com laços familiares frágeis e contactos/visitas familiares pouco frequentes. Revelou-se que os técnicos têm uma presença constante junto dos jovens, mas o envolvimento com as famílias é limitado. Não se verificam diferenças estatisticamente significativas na avaliação realizada pelos jovens e pelos profissionais relativamente ao apoio familiar recebido, durante o cumprimento das medidas de internamento, salientando que esta consonância de avaliações facilita a definição de estratégias técnicas de intervenção familiar dirigidos às problemáticas específicas destas famílias. | The goal of this exploratory study is to compare the assessments that interveners/tutors and young people make about the family support of institutionalized youth. The convergence or divergence between the analysis of the technicians who accompany these young people and that of the institutionalized youth regarding their family support can constitute a significant dissonance for the technical intervention. The participants are 3 tutor technicians who assessed the family support of 33 young people in the context of detention in an institution of the Ministry of Justice, and the young people who assessed the family support received. The instrument applied to the technicians was the sociodemographic questionnaire, with a small assessment of the influence of the family on the young person during the fulfillment of their measures. The instruments applied to the young people were the Family Support Perception Inventory and a sociodemographic questionnaire. Methodologically, this is an empirical investigation, constituting a cross-sectional study and a quantitative methodology (Field, 2018). The results indicate that the mother is seen as the main reference figure, followed by fathers and siblings, and it was found that most of these young people had previous trajectories of institutionalization in social security. A significant portion of these young people receive visits 3 or more times a month, but many of these young people do not receive any visits. In interviews with the technicians, it was verified that there was frequent contact with the young people (more than 10 hours a week), but little contact with the families (1-2 hours a week or less). Most of these young people experienced family situations marked by neglect, violence, and instability, with fragile family ties and infrequent family contact/visits. It was revealed that the professionals have a constant presence among the young people, but their involvement with the families is limited. There are no statistically significant differences in the evaluations made by the young people and the professionals regarding the family support received during the fulfillment of the detention measures, highlighting that this consistency in evaluations facilitates the definition of technical family intervention strategies focused on the specific problems of these families.
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