Dissertações de Mestrado em Psicologia
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- ItemO Uso das Redes Sociais e a sua Relação com a Autoestima e Imagem Corporal nos Adolescentes(ISMT, 2025-10) Baio, Joana Francisca Fuzeta; Carvalho, Joana (Orientadora)Introdução: A adolescência é um período de intensas transformações, em que a autoestima e a perceção da imagem corporal assumem um papel central no desenvolvimento identitário e emocional. O crescimento do uso das redes sociais influencia profundamente esta etapa, podendo constituir simultaneamente um recurso de pertença e socialização, mas também um fator de risco associado à comparação social e à insatisfação corporal. Objetivo: Analisar a relação entre a adição às redes sociais, a autoestima e a imagem corporal em adolescentes. Metodologia: Este estudo revestiu-se de natureza quantitativa e de carácter transversal. Participaram 351 adolescentes (M = 16.00; DP = 1.66), do 7.º ao 12.º ano de escolaridade, dos quais 58.4% eram do sexo feminino. Foi aplicado um protocolo de investigação que integrou três instrumentos de avaliação: a Escala de Adição às Redes Sociais (EARS), utilizada para avaliar a adição às redes sociais; a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), destinada a avaliar a perceção da autoestima; e a Escala de Silhuetas de Collins (ESC), que permitiu medir a insatisfação com a imagem corporal. As análises estatísticas incluíram estatísticas descritivas, avaliação da consistência interna (α de Cronbach), correlações de Pearson, testes t de Student, ANOVA One-Way e regressão linear múltipla. Resultados: Os resultados evidenciaram níveis moderados de adição às redes sociais, autoestima baixa a moderada e sinais de insatisfação com a imagem corporal. Verificaram se associações positivas entre a utilização das redes sociais e a autoestima, mas negativas com a insatisfação da imagem corporal. As regressões lineares múltiplas mostraram que fatores como o sexo, a utilização das redes sociais e a insatisfação com a imagem corporal contribuíram para explicar a perceção da autoestima em adolescentes. Conclusão: As redes sociais assumem um papel ambivalente: podem reforçar a autoestima e o sentimento de pertença, mas também acentuar pressões estéticas e contribuir para a insatisfação corporal. Estes resultados sublinham a importância de promover um uso consciente, crítico e equilibrado das redes sociais, aliado a programas educativos que valorizem a diversidade corporal e reforcem a autoestima como fator de proteção. | Introduction: Adolescence is a period of profound transformation, during which self esteem and body image perception play a central role in identity and emotional development. The increasing use of social media has a significant impact on this stage, functioning both as a space for belonging and socialization and as a potential risk factor associated with social comparison and body dissatisfaction. Objective: To analyze the relationship between social media addiction, self-esteem, and body image among adolescents. Methodology: This study adopted a quantitative and cross-sectional design. The sample consisted of 351 adolescents (M = 16.00; SD = 1.66), from the 7th to the 12th grade, of whom 58.4% were female. A research protocol comprising three validated instruments was administered: the Social Media Addiction Scale (EARS), used to assess problematic social media use; the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), designed to measure perceived self esteem; and the Collins Figure Rating Scale (ESC), which evaluated dissatisfaction with body image. Statistical analyses included descriptive statistics, internal consistency analysis (Cronbach’s α), Pearson correlations, Student’s t-tests, One-Way ANOVA, and multiple linear regression. Results: The results revealed moderate levels of social media use, low to moderate self esteem, and signs of body dissatisfaction. Positive associations were found between social media use and self-esteem, while negative correlations emerged with body image dissatisfaction. Multiple regression analyses showed that variables such as sex, social media use, and body dissatisfaction contributed to explaining adolescents’ self-esteem levels. Conclusion: Social media play an ambivalent role: while they can enhance self-esteem and the sense of belonging, they may also intensify aesthetic pressures and contribute to body dissatisfaction. These findings highlight the need to promote conscious, critical, and balanced social media use, alongside educational programs that value body diversity and strengthen self-esteem as a protective factor.
- ItemNeurodegeneração e Stresse: explorando o efeito combinado de condições clínicas, vergonha e autocompaixão(ISMT, 2025-11) Moreira, Maria Martins; Carvalho, Teresa (Orientadora)Introdução: As doenças com condições clínicas neurodegenerativas (DcCNs) manifestam-se em diferentes faixas etárias, são crónicas, progressivas e debilitantes. Os sintomas de stresse são frequentemente comórbidos com essas patologias. Contudo, poucas evidencias empíricas analisaram o efeito combinado de condições decorrentes da neurodegeneração, de emoções autoconscientes e de processos de regulação emocional na explicação do stresse em doentes com neurodegeneração. Objetivos: Explorar um modelo preliminar dos sintomas de stresse em pessoas com diagnósticos de DcCNs, composto pelas seguintes variáveis explicativas: dor neuropática, fadiga, incapacidade geral (condições clínicas resultantes da neurodegeneração), vergonha interna, vergonha externa (emoções autoconscientes) e autocompaixão (processo de regulação emocional). Métodos: Estudo de transversal, composto por 167 doentes com diagnósticos de DcCNs (amostra clínica com DcCNs) e 179 indivíduos da comunidade sem doenças neurológicas. Foram administrados instrumentos de autorresposta: Six Item Cognitive Impairment Test (6CIT), questionário sociodemográfico, Pain Detect Questionnaire (PD-Q), Depression, Anxiety and Stresse Scales-21 (DASS-21), Escala Analógica Visual da Fadiga (EAVF), World Health Organization Disability Assessment Schedule - 12 itens (WHODAS-12), Escala de Vergonha Externa e Interna (EVEI) e Self-Compassion Scale (SCS). Resultados: Os sintomas de stresse e a totalidade das suas potenciais variáveis explicativas apresentam diferenças estatisticamente significativas entre os participantes com DcCNs e sem doenças neurológicas. Na amostra clínica com DcCNs, as potenciais variáveis explicativas dos sintomas de stresse correlacionaram-se com estes sintomas e relevaram-se regressores significativos em modelos de regressão linear simples, tendo sido selecionadas como covariáveis do modelo de regressão linear múltipla. O modelo final explicou 40.4% da variância dos sintomas psicopatológicos de stresse nas pessoas com condições neurodegenerativas. Fadiga, incapacidade geral, ambas com coeficientes de regressão estandardizados positivos, bem como a autocompaixão, com um coeficiente de regressão estandardizado negativo, explicaram significativamente os sintomas de stresse. Discussão: Os resultados, ainda que preliminares, sugerem a importância de intervenções clínicas destinadas a prevenir e tratar os sintomas de stresse pessoas com DcCNs, minimizarem conjuntamente a fadiga, o impacto da incapacidade geral e aumentarem a competência de autocompaixão na referida população clínica. | Introduction: Neurodegenerative clinical conditions (NcCCs) manifest across different age groups and are typically chronic, progressive, and debilitating. Stress symptoms are frequently comorbid with these pathologies. However, there is limited empirical evidence examining the combined effects of neurodegeneration-related conditions, self-conscious emotions, and emotional regulation processes in explaining stress among patients with neurodegenerative diseases. Objectives: This study aims to explore a preliminary model of stress symptoms in individuals diagnosed with NcCCs, comprising the following explanatory variables: neuropathic pain, fatigue, and general disability (clinical conditions resulting from neurodegeneration); internal shame and external shame (self-conscious emotions); and self-compassion (an emotion regulation process). Methods: A cross-sectional study was conducted with 167 patients diagnosed with NcCCs (clinical sample) and 179 community individuals without neurological conditions (community sample). Self-report instruments were administered, including the Six Item Cognitive Impairment Test (6CIT), a sociodemographic questionnaire, the Pain Detect Questionnaire (PD-Q), the Depression, Anxiety and Stress Scales-21 (DASS-21), the Visual Analogue Scale for Fatigue (VAS-F), the World Health Organization Disability Assessment Schedule – 12 items (WHODAS-12), the External and Internal Shame Scale (EISS), and the Self-Compassion Scale (SCS). Results: Statistically significant differences were found between participants with NcCCs and those without neurological conditions in stress symptoms and in all potential explanatory variables. In the clinical sample, the potential explanatory variables of stress symptoms were significantly correlated with stress and emerged as significant predictors in simple linear regression models. These variables were subsequently included as covariates in the multiple linear regression model. The final model explained 40.4% of the variance in psychopathological stress symptoms among individuals with neurodegenerative conditions. Fatigue and general disability showed significant positive standardized regression coefficients, whereas self-compassion showed a significant negative standardized regression coefficient, all contributing significantly to the explanation of stress symptoms. Discussion: Although preliminary, these results highlight the importance of clinical interventions aimed at preventing and treating stress symptoms in individuals with NcCCs. Such interventions should focus on jointly reducing fatigue and the impact of general disability, while also enhancing self-compassion skills within this clinical population.
- ItemReatividade Emocional e Sintomatologia Depressiva e Ansiosa: contributos da flexibilidade psicológica e do pensamento dialético em pessoas com e sem diagnóstico psicopatológico(ISMT, 2025-10) Sousa, Marta Susana Santos de; Carreiras, Diogo (Orientador)O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre a reatividade emocional, a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético na explicação dos sintomas depressivos e ansiosos, procurando compreender o papel destas variáveis como potenciais fatores de vulnerabilidade e proteção da saúde mental. Participaram 326 indivíduos de nacionalidade portuguesa e com idades compreendidas entre os 18 e 69 anos, distribuídos entre população clínica (n = 52) e não clínica (n = 274), tendo sido aplicados instrumentos de autorrelato que avaliaram reatividade emocional, flexibilidade psicológica, pensamento dialético, depressão e ansiedade. O desenho do estudo foi quantitativo, transversal, correlacional e preditivo. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, com a população clínica a apresentar níveis mais elevados de reatividade emocional, depressão e ansiedade, e níveis mais baixos de flexibilidade psicológica e pensamento dialético. As análises correlacionais demonstraram associações positivas entre reatividade emocional e sintomatologia psicopatológica, e associações negativas entre flexibilidade psicológica, pensamento dialético e sintomatologia psicopatológica. As regressões lineares hierárquicas confirmaram que a reatividade emocional prediz positivamente a depressão e a ansiedade, enquanto a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético as predizem negativamente, quando controlada a presença de diagnóstico psicopatológico, explicando uma proporção significativa da variância dos sintomas depressivos (42%) e ansiosos (44%). Estes resultados sustentam a relevância destes processos na compreensão da psicopatologia e reforçam o valor clínico de intervenções que promovam a flexibilidade cognitivo emocional e o pensamento dialético, como componentes centrais da regulação emocional e da adaptação psicológica. | The present study aimed to analyse the relationship between emotional reactivity, psychological flexibility, and dialectical thinking in explaining depressive and anxiety symptoms, seeking to understand the role of these variables as potential vulnerability and protective factors for mental health. A total of 326 individuals of Portuguese nationality, aged between 18 and 69 years, participated in the study, divided into clinical (n = 52) and non- clinical (n = 274) populations. Self-report instruments were administered to assess emotional reactivity, psychological flexibility, dialectical thinking, depression, and anxiety. The study design was quantitative, cross-sectional, correlational, and predictive. The results revealed statistically significant differences between groups, with the clinical population presenting higher levels of emotional reactivity, depression, and anxiety, and lower levels of psychological flexibility and dialectical thinking. Correlational analyses showed positive associations between emotional reactivity and psychopathological symptoms, and negative associations between psychological flexibility, dialectical thinking, and psychopathological symptoms. Hierarchical linear regressions confirmed that emotional reactivity positively predicts depression and anxiety, while psychological flexibility and dialectical thinking negatively predict them, when controlling for the presence of a psychopathological diagnosis. These variables explained a significant proportion of the variance in depressive (42%) and anxiety (44%) symptoms. These findings support the relevance of these processes in understanding psychopathology and reinforce the clinical value of interventions that promote cognitive- emotional flexibility and dialectical thinking as central components of emotional regulation and psychological adaptation.
- ItemRedes Sociais e Tolerância à Infidelidade no Mundo Contemporâneo: relação com a perceção da qualidade relacional e adição às redes sociais(ISMT, 2025-10) Ribeiro, Maria Teresa Vilaça Ramos; Carvalho, Joana (Orientadora)Objetivos: Considerando a escassez de investigação sobre a tolerância à infidelidade, mostra-se pertinente aprofundar este tema face às mudanças socioculturais que transformam as conceções do compromisso, fidelidade e qualidade relacional, assim como à crescente influência das tecnologias digitais e das redes sociais nas relações amorosas. O presente estudo procurou analisar de que forma a tolerância à infidelidade – global e nas suas dimensões sexual e emocional – se associa a um conjunto de variáveis sociodemográficas e relacionais (e.g., idade, religiosidade, duração da relação amorosa). Métodos: Este estudo assumiu um carácter quantitativo e transversal, com 310 participantes portugueses ou residentes em Portugal (sexo feminino, n = 232; 74,8%), com idades entre 18 e 77 anos, em relações amorosas e utilizadores de redes sociais. A recolha de dados foi realizada online, recorrendo a um protocolo composto por um questionário sociodemográfico e de dados complementares, e três instrumentos de autorrelato: a Escala de Tolerância à Infidelidade, para avaliar a disposição de manter ou terminar a relação amorosa face à infidelidade do(a) parceiro(a); o Inventário dos Componentes da Qualidade Relacional Percebida (ICQRP), para medir a qualidade relacional percebida em relações românticas e o Internet Addiction Test adaptado para redes sociais, para avaliar o grau de envolvimento com estas plataformas. Resultados: Os resultados evidenciaram diferenças significativas em função do sexo, verificando-se que o sexo feminino apresentou menor tolerância à infidelidade, na dimensão emocional. A idade revelou associações significativas tanto com a tolerância global como com as suas dimensões, indicando que esta tende a aumentar progressivamente com a idade. Por outro lado, a religiosidade apresentou um efeito paradoxal: indivíduos religiosos registaram maior tolerância à infidelidade global, mas menor tolerância nas dimensões sexual e emocional. Conclusões: Esta investigação realça a importância de explorar variáveis sociodemográficas, como a idade, o sexo biológico e a religiosidade, na análise da tolerância à infidelidade, contribuindo para o avanço da literatura nesta área. Apesar da significância reduzida dos resultados, o estudo constitui um ponto de referência útil para futuras investigações e para a prática clínica em terapia de casal. | Purpose: Considering the scarcity of research on tolerance toward infidelity, it is relevant to delve deeper into this topic in light of the sociocultural changes that transform conceptions of commitment, fidelity, and relational quality, as well as the growing influence of digital technologies and social media on romantic relationships. The present study sought to analyze how tolerance toward infidelity – both overall and in its sexual and emotional dimensions – is associated with a set of sociodemographic and relational variables (e.g., age, religiosity, duration of the romantic relationship). Methods: This study adopted a quantitative and cross-sectional approach, with 310 Portuguese participants or residents in Portugal (female, n = 232; 74.8%), aged between 18 and 77 years, in romantic relationships and users of social networks. Data collection was conducted online using a protocol consisting of a sociodemographic and supplementary data questionnaire, and three self-report instruments: the Infidelity Tolerance Scale, to assess the willingness to maintain or end the romantic relationship in the face of partner infidelity; the Measurement of Perceived Relationship Quality Components (PRQC), to measure perceived relational quality in romantic relationships; and the Internet Addiction Test adapted to social media, to evaluate the degree of engagement with these platforms. Results: The results revealed significant differences based on sex, showing that females exhibited lower tolerance for infidelity in the emotional dimension. Age showed significant associations with both overall tolerance and its dimensions, indicating that it tends to increase progressively with age. On the other hand, religiosity presented a paradoxical effect: religious individuals showed higher tolerance for overall infidelity, but lower tolerance in the sexual and emotional dimensions. Conclusions: This research highlights the importance of exploring sociodemographic variables, such as age, biological sex, and religiosity, in the analysis of tolerance to infidelity, contributing to the advancement of the literature in this area. Despite the limited significance of the results, the study serves as a useful reference point for future research and for clinical practice in couples therapy.
- ItemAdaptação e Validação da Versão Portuguesa da Narcissistic Vulnerability Scale (NVS-PT)(ISMT, 2025-10) Marques, André Frederico Monteiro; Macedo, Esmeralda (Orientadora)O presente estudo teve como objetivo adaptar e validar a versão portuguesa da Escala de Vulnerabilidade Narcisista (NVS-PT), uma medida de autorrelato de 11 itens, que visa avaliar o narcisismo vulnerável em adultos portugueses. A iniciativa destaca-se pela sua relevância na sociedade atual e pela ausência de instrumentos validados para a população portuguesa que avalie este constructo. A NVS foi desenvolvida inicialmente por Crowe et al. (2018). Participaram 290 indivíduos nesta pesquisa, sendo 80% do sexo feminino, com idades entre 19 e 72 anos (M = 40,43; DP = 11,44). A estrutura unidimensional da escala foi confirmada via Análise Fatorial Exploratória (AFE), após a verificação da adequação da amostra pelo teste de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO = 0,89). Um único fator foi extraído, apresentando um autovalor de 5,42, o qual explicou 44,7% da variância total, reforçando a estrutura originalmente proposta por Crowe et al. (2018). A consistência interna da NVS-PT revelou-se elevada (α = 0,90). Para identificar correlações entre diferentes constructos relacionados com o narcisismo vulnerável, foi utilizado: Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES), o Questionário de Satisfação com a Vida (SWLS-3) e a Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 items (DASS-21). A análise das correlações revelou associações negativas significativas entre a NVS-PT e os níveis de autoestima (r = -0,60; p < 0,01) e satisfação com a vida (r = -0,51; p < 0,01), bem como associações positivas significativas com as subescalas de depressão (r = 0,63; p < 0,01), ansiedade (r = 0,46; p < 0,01) e stress (r = 0,54; p < 0,01) da DASS-21. Esses resultados corroboram a validade de constructo da NVS-PT, demonstrando aptidão para avaliar o narcisismo vulnerável na população portuguesa e contribuindo para uma compreensão aprofundada do bem-estar psicológico. Em resumo, a versão portuguesa da NVS-PT é um instrumento confiável e válido. Essa medida pode ser utilizada com adultos da população portuguesa e é uma ferramenta útil tanto para pesquisa em narcisismo vulnerável quanto para a prática clínica. Os ambientes de uso variam, incluindo áreas como saúde, investigação e tratamento psicoterapêutico. | The present study aimed to adapt and validate the Portuguese version of the Narcissistic Vulnerability Scale (NVS-PT), an 11-item self-report measure that seeks to assess vulnerable narcissism in Portuguese adults. This initiative stands out due to its relevance in contemporary society and the absence of validated instruments for the Portuguese population that assess this construct. The NVS was initially developed by Crowe et al. (2018). A total of 290 individuals participated in this research, with 80% being female, and ages ranging between 19 and 72 years (M = 40.43; SD = 11.44). The unidimensional structure of the scale was tested through exploratory factor analysis (EFA), employing the Kaiser-Meyer Olkin test (KMO = .891), which indicated excellent sample adequacy and confirmed the scale's unidimensional structure. A single factor was extracted, presenting an eigenvalue of 5.42, which explained 44.7% of the total variance, reinforcing the structure originally proposed by Crowe et al. (2018). The internal consistency of the NVS-PT proved to be high (α = .90). Other scales were used to verify correlations between various constructs associated with the variable of vulnerable narcissism: the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES), the Satisfaction With Life Scale (SWLS-3), and the Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 items (DASS-21). The correlation analysis revealed significant negative associations between the NVS-PT and levels of self-esteem (r = -.60, p < .01) and satisfaction with life (r = -.51, p < .01), as well as significant positive associations with the depression (r = .63, p < 0.01), anxiety (r = .46, p < .01), and stress (r = .59, p < .01) subscales of the DASS-21. These results corroborate the construct validity of the NVS-PT, demonstrating its aptitude for assessing vulnerable narcissism in the Portuguese population and contributing to a more in depth understanding of psychological well-being. In summary, the Portuguese version of the NVS-PT is a reliable and valid instrument. This measure can be used with adults from the Portuguese population and is a useful tool for both research on vulnerable narcissism and clinical practice. The usage environments vary, including areas such as health, research, and psychotherapeutic treatment.