Dissertações de Mestrado em Psicologia

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    Sensibilidade ao Processamento Sensorial e Solidão: papel mediador da autocompaixão
    (ISMT, 2026-07) Andrade, Joana Filipa Gonçalves; Pires, Cláudia (Orientadora)
    A solidão é uma experiência subjetiva dolorosa e multidimensional que afeta o bem-estar psicológico e a regulação emocional. No entanto, no âmbito das diferenças individuais, importa compreender de que forma traços temperamentais e neurobiológicos intrínsecos, como a sensibilidade ao processamento sensorial (SPS), bem como formas de relação interna como a autocompaixão, poderão influenciar esta experiência. O presente estudo teve como objetivo analisar o papel mediador das componentes da autocompaixão e compaixão (intenção compassiva, tolerância ao sofrimento e ação compassiva) na relação entre a SPS e a solidão. A amostra foi constituída por 413 participantes da população residente em Portugal (77% mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 78 anos (M = 31.72; DP = 14.04). Os participantes responderam a um questionário online que incluía a Escala da Sensibilidade ao Processamento Sensorial (HSPS), as Escalas de Motivação e Ação Compassiva (CMAS) e a Escala de Solidão da UCLA – Versão 3. Os resultados das análises correlacionais revelaram que a pontuação total da SPS se correlacionou de forma positiva e estatisticamente significativa com a solidão (r = .20, p < .001). A análise detalhada das dimensões demonstrou que as subescalas de maior vulnerabilidade da SPS, designadamente a reatividade emocional e a suscetibilidade à sobrestimulação, apresentaram associações positivas mais acentuadas com a solidão (r = .32, p < .001), correlacionando-se negativamente com os fatores protetores da autocompaixão, como a tolerância ao sofrimento (r = −.25, p < .001). Nos modelos de mediação testados, controlando o género e a presença de diagnóstico clínico, observou-se que a tolerância ao sofrimento mediou parcialmente a relação entre a reatividade emocional e suscetibilidade à sobrestimulação e a solidão (b = .10, IC 95% [.04, .17]). Adicionalmente, os dados do modelo relativo à intenção compassiva demonstraram que a motivação e abertura para contactar com o sofrimento desempenham um papel protetor determinante, reduzindo indiretamente os níveis de isolamento e o impacto da sobrestimulação sensorial na experiência de solidão. Os resultados deste estudo destacam que os subcomponentes da SPS produzem impactos diferenciados no ajustamento socioemocional, evidenciando a importância de promover competências de regulação, aceitação emocional e motivação compassiva na prática clínica. As limitações e implicações clínicas são igualmente discutidas. | Loneliness is a painful and multidimensional subjective experience that affects psychological well-being and emotional regulation. However, within the scope of individual differences, it is important to understand how intrinsic temperamental and neurobiological traits, such as sensory processing sensitivity (SPS), as well as forms of internal relating such as self-compassion, may influence this experience. The present study aimed to analyze the mediating role of self-compassion and compassion components (compassionate intention, distress tolerance, and compassionate action) in the relationship between SPS and loneliness. The sample consisted of 413 participants residing in Portugal (77% women), aged between 18 and 78 years (M = 31.72; SD = 14.04). Participants completed an online questionnaire that included the Highly Sensitive Person Scale (HSPS), the Compassionate Motivation and Action Scales (CMAS), and the UCLA Loneliness Scale – Version 3. Results from correlational analyses revealed that the total SPS score correlated positively and statistically significantly with loneliness (r = .20, p < .001). A detailed analysis of the dimensions showed that the subscales representing greater vulnerability in SPS, namely emotional reactivity and susceptibility to overstimulation, presented stronger positive associations with loneliness (r = .32, p < .001), while correlating negatively with protective factors of self-compassion, such as distress tolerance (r = −.25, p < .001). In the tested mediation models, controlling for gender and the presence of a clinical diagnosis, distress tolerance was found to partially mediate the relationship between emotional reactivity/susceptibility to overstimulation and loneliness (b = .10, 95% CI [.04, .17]). Additionally, data from the model regarding compassionate intention demonstrated that the motivation and openness to engage with suffering play a crucial protective role, indirectly reducing levels of isolation and the impact of sensory overstimulation on the experience of loneliness. The findings of this study highlight that SPS subcomponents produce distinct impacts on socio-emotional adjustment, emphasizing the importance of promoting regulation skills, emotional acceptance, and compassionate motivation in clinical practice. Limitations and clinical implications are also discussed.
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    Experiência de Violência Obstétrica e Sintomatologia de Stress Pós-Traumático Relacionada com o Parto: o papel moderador da autocompaixão
    (ISMT, 2026-09) Roque, Sofia do Carmo Espinho; Pires, Cláudia (Orientadora)
    A violência obstétrica tem sido reconhecida como uma experiência potencialmente adversa no contexto dos cuidados de saúde reprodutiva, podendo estar associada a consequências psicológicas no período pós-parto. A sintomatologia de stress pós-traumático relacionada com o parto constitui uma dessas possíveis consequências, sobretudo quando a experiência de parto envolve perceção de ameaça, perda de controlo, ausência de consentimento informado ou desrespeito. Paralelamente, a autocompaixão tem sido identificada como um recurso psicológico associado à regulação emocional e ao ajustamento perante experiências difíceis. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre violência obstétrica, sintomatologia de stress pós-traumático relacionada com o parto e autocompaixão, explorando o papel moderador da autocompaixão nesta relação. A amostra foi constituída por 104 mulheres portuguesas, com idades compreendidas entre os 24 e os 47 anos (M = 35.08; DP = 4.67), que tiveram uma experiência de parto nos últimos cinco anos. As participantes preencheram um questionário sociodemográfico e obstétrico, a Obstetric Violence Assessment Scale, a City Birth Trauma Scale e a Compassion Motivation and Action Scales – Self-Compassion Scale. Foram realizadas análises descritivas, correlações de Pearson, correlações parciais, análises de moderação e regressão linear múltipla. Os resultados revelaram associações positivas entre a perceção de violência obstétrica e a sintomatologia de stress pós-traumático relacionada com o parto. Contudo, no modelo ajustado, o efeito direto da violência obstétrica sobre a sintomatologia total não atingiu significância estatística. A autocompaixão total não se associou significativamente à violência obstétrica nem moderou a relação entre violência obstétrica e sintomatologia traumática. A dimensão Tolerância ao Sofrimento apresentou associações negativas com a sintomatologia traumática, embora não se tenha revelado um preditor estatisticamente significativo da sintomatologia total após o controlo do rendimento, do tipo de parto e da presença de diagnóstico de saúde mental. Os resultados sugerem que a violência obstétrica se associa a maior sintomatologia traumática no pós-parto, embora o papel protetor da autocompaixão não tenha sido confirmado neste estudo. | Obstetric violence has been recognized as a potentially adverse experience within reproductive healthcare and may be associated with psychological consequences in the postpartum period. Childbirth-related posttraumatic stress symptoms may represent one of these consequences, particularly when childbirth involves perceived threat, loss of control, lack of informed consent, or disrespectful care. At the same time, self-compassion has been identified as a psychological resource associated with emotion regulation and adjustment to difficult experiences. The present study aimed to examine the relationship between obstetric violence, childbirth-related posttraumatic stress symptoms, and self-compassion, exploring the moderating role of self-compassion in this association. The sample consisted of 104 Portuguese women, aged between 24 and 47 years (M = 35.08; SD = 4.67), who had given birth within the previous five years. Participants completed a sociodemographic and obstetric questionnaire, the Obstetric Violence Assessment Scale, the City Birth Trauma Scale, and the Compassion Motivation and Action Scales – Self-Compassion Scale. Descriptive analyses, Pearson correlations, partial correlations, moderation analyses, and multiple linear regression were conducted. Results showed positive associations between perceived obstetric violence and childbirth-related posttraumatic stress symptoms. However, in the adjusted model, the direct effect of obstetric violence on total posttraumatic stress symptoms did not reach statistical significance. Total self-compassion was not significantly associated with obstetric violence and did not moderate the relationship between obstetric violence and traumatic symptoms. The Distress Tolerance dimension showed negative associations with traumatic symptoms, although it did not emerge as a statistically significant predictor of total childbirth-related posttraumatic stress symptoms after controlling for income, type of birth, and the presence of a mental health diagnosis. These findings suggest that obstetric violence is associated with higher levels of traumatic symptoms in the postpartum period, although the protective role of self-compassion was not confirmed in this study.
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    Quando Arde Cá Dentro: Burnout e vulnerabilidade ao stress em bombeiros
    (ISMT, 2025-12) Oliveira, Nuno Manuel Bárbora de; Santos, Diamantino (Orientador)
    O combate a incêndios expõe os/as bombeiros/as a esforço físico extremo, condições ambientais adversas, riscos elevados e elevada carga emocional, com impacto na saúde física e psicológica. Nestas operações, o stress contínuo, a pressão para salvar vidas e bens, o contacto com cenários de destruição e vítimas, e a eventual perda de colegas podem gerar consequências emocionais duradouras. Este estudo transversal de natureza quantitativa, tem como objetivos estudar numa amostra de bombeiros a prevalência da síndrome de burnout, vulnerabilidade ao stress e a sua relação com alguns fatores psicossociais. Participaram nesta investigação oitenta bombeiros/as em exercício de funções na região centro de Portugal, aos quais foram aplicados três instrumentos: questionário sociodemográfico, Questionário de Vulnerabilidade ao Stress e o Copenhagen Burnout Inventory. Os resultados confirmam a estrutura multidimensional do fenómeno de burnout. Verificou-se uma associação significativa entre a vulnerabilidade ao stress e todas as dimensões do burnout, enquanto a variável Idade evidenciou um efeito protetor. Por sua vez, a variável Sexo mostra que, embora os sintomas de exaustão sejam semelhantes entre sexos, o sexo feminino apresenta maiores vulnerabilidades psicossociais que podem contribuir para o desenvolvimento do burnout. Estes dados salientam a necessidade de implementação de estratégias preventivas integradas e reforçam a relevância de estudos longitudinais que permitam aprofundar a compreensão do fenómeno e contribuir para a proteção e bem-estar destes profissionais. Como principal limitação, a natureza transversal do estudo e a amostra de conveniência restringem a generalização dos resultados. | Firefighting exposes firefighters to extreme physical effort, adverse environmental conditions, high risks, and a heavy emotional load, all of which impact both physical and psychological health. During these operations, continuous stress, pressure to save lives and property, exposure to scenes of destruction and victims, and the potential loss of colleagues can generate lasting emotional consequences. This cross-sectional quantitative study aims to examine, in a sample of firefighters, the prevalence of burnout syndrome and stress vulnerability, as well as their relationship with certain psychosocial factors. Eighty active firefighters from the central region of Portugal participated in this research. Three instruments were used: a sociodemographic questionnaire, the Stress Vulnerability Questionnaire, and the Copenhagen Burnout Inventory. The results confirm the multidimensional structure of the burnout phenomenon. A significant association was found between stress vulnerability and all dimensions of burnout, while age appeared to have a protective effect. Regarding gender, results indicate that although symptoms of exhaustion are similar in both sexes, female firefighters display greater psychosocial vulnerabilities that may contribute to the development of burnout. These findings highlight the need for the implementation of integrated preventive strategies and reinforce the importance of longitudinal studies to deepen the understanding of this phenomenon and promote the protection and well-being of these professionals. As a main limitation, the cross-sectional design and convenience sampling restrict the generalization of the results.
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    A Influência do Estilo de Vinculação no Desenvolvimento da Psicopatia: uma revisão sistemática
    (ISMT, 2026-03) Roxo, João Bernardo Marques; Becker, Joana (Orientadora)
    A psicopatia é um construto amplamente estudado na psicologia e na psiquiatria forense, caracterizado por traços interpessoais, afetivos e comportamentais como instabilidade emocional, manipulação e comportamentos antissociais persistentes. A complexidade deste fenómeno reside não só na sua expressão clínica, mas também nas implicações sociais e jurídicas que acarreta. A teoria da vinculação oferece um enquadramento conceptual pertinente para compreender de que forma as experiências relacionais precoces poderão influenciar a organização emocional e interpessoal associada à psicopatia. O presente estudo teve como objetivo analisar, através de uma revisão sistemática da literatura, a relação entre os estilos de vinculação e o desenvolvimento da psicopatia e manifestação de traços psicopáticos, procurando identificar padrões consistentes que contribuam para uma melhor compreensão etiológica do construto. Para tal, foram consultadas as bases de dados ScienceDirect, EBSCO, PubMed e APA PsycArticles. O descritor utilizado na pesquisa foi “attachment theory and psychopathy”. Inicialmente, foram identificados 513 artigos. Após a leitura dos títulos e resumos e a exclusão dos duplicados, 35 estudos foram selecionados para análise. Os resultados sugerem a existência de associações entre padrões de vinculação inseguros e manifestação de traços psicopáticos, destacando a importância das experiências relacionais precoces no desenvolvimento de padrões emocionais e interpessoais disfuncionais. Estes resultados contribuem para uma melhor compreensão da etiologia da psicopatia e reforçam a relevância da teoria da vinculação como enquadramento explicativo neste domínio. | Psychopathy is a widely studied construct in psychology and forensic psychiatry, characterized by interpersonal, affective, and behavioral traits such as emotional instability, manipulation, and persistent antisocial behaviors. The complexity of this phenomenon lies not only in its clinical expression but also in the social and legal implications it entails. Attachment theory offers a relevant conceptual framework for understanding how early relational experiences may influence the emotional and interpersonal organization associated with psychopathy. The present study aimed to analyze, through a systematic literature review, the relationship between attachment styles and both the development of psychopathy and the manifestation of psychopathic traits, seeking to identify consistent patterns that contribute to a better etiological understanding of the construct. To this end, the databases ScienceDirect, EBSCO, PubMed, and APA PsycArticles were consulted. The search term used was “attachment theory and psychopathy.” Initially, 513 articles were identified. After reviewing the titles and abstracts and excluding duplicates, 35 studies were selected for analysis. The results suggest the existence of associations between insecure attachment patterns and the manifestation of psychopathic traits, highlighting the importance of early relational experiences in the development of dysfunctional emotional and interpersonal patterns. These findings contribute to a better understanding of the etiology of psychopathy and reinforce the relevance of attachment theory as an explanatory framework in this field.
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    Contributo para o Estudo das Propriedades Psicométricas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire: resultados preliminares sobre a capacidade discriminativa e validade convergente
    (ISMT, 2024-04) Fernando, Diogo Alexandre Dias; Vicente, Henrique (Orientador)
    Introdução: A mentalização pode ser definida como uma habilidade que se desenvolve durante a infância por meio de interações com cuidadores capazes de refletir e responder aos estados mentais da criança, dotando-a de competências para compreender, interpretar e comunicar estados mentais próprios e dos outros, sendo crucial para a formação de um sentido de self estável e enriquecido, bem como para as interações interpessoais saudáveis. Objetivos: Este estudo visa contribuir para a análise das propriedades psicométricas de dois instrumentos de auto-resposta que avaliam as capacidades de mentalização: as versões portuguesas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Será colocado particular enfoque na avaliação da sua consistência interna, capacidade discriminativa e validade convergente. Materiais e Métodos: A amostra do presente estudo integrou um total 233 participantes, organizados em duas subamostras: 200 indivíduos da população geral (121 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) e 33 da população clínica (22 do sexo masculino e 11 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 18 anos e os 77 anos. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e três instrumentos de autorresposta, o RFQ-8, o MMQ e o BSI. Resultados: Os valores Alpha de Cronbach para o RFQ-8 oscilaram entre 0,786 e 0,625, indicando uma boa/moderada confiabilidade interna, ao passo que no MMQ variaram entre 0,550 e 0,671, sugerindo consistência satisfatória/moderada. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos resultados de ambos instrumentos entre as subamostras. Além disso, foi observada uma correlação significativa entre as pontuações das subescalas RFQ-8 e MMQ e a sintomatologia psicopatológica. Finalmente, foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as subescalas do polo da má mentalização do MMQ e as pontuações das subescalas de incerteza e certeza do RFQ-8. Discussão e Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que ambos os instrumentos revelam adequadas propriedades psicométricas, sendo capazes de discriminar populações clínicas da população geral. A relação entre mentalização, tal como medida pelo RFQ-8 e MMQ, e sintomas psicopatológicas é consonante com a literatura que indica uma função reflexiva comprometida em diversas situações clínicas, a ter em consideração em intervenções psicoterapêuticas. Por último, as associações significativas entre as pontuações dos dois instrumentos apontam para a existência de validade convergente. Desse modo, tanto o RFQ-8 como o MMQ podem ser ferramentas relevantes para a investigação e avaliação/intervenção. | Introduction: Mentalization can be defined as an ability that develops during childhood through interactions with caregivers capable of reflecting and responding to the child's mental states, endowing them with competencies to understand, interpret, and communicate their own and others' mental states, being crucial for the formation of a stable and enriched sense of self, as well as for healthy interpersonal interactions. Objectives: This study aims to contribute to the analysis of the psychometric properties of two self-report instruments assessing mentalization abilities: the Portuguese versions of the Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) and the Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Particular emphasis will be placed on evaluating their internal consistency, discriminative capacity, and convergent validity. Materials and Methods: The sample of this study comprised a total of 233 participants, organized into two subsamples: 200 individuals from the general population (121 males and 79 females) and 33 from the clinical population (22 males and 11 females), aged between 18 and 77 years. Participants completed a sociodemographic questionnaire and three self-report instruments, RFQ-8, MMQ, and BSI. Results: Cronbach's Alpha values for RFQ-8 ranged from 0.786 to 0.625, indicating good/moderate internal reliability, while in MMQ they ranged from 0.550 to 0.671, suggesting satisfactory/moderate consistency. Statistically significant differences were found in the results of both instruments between the subsamples. Additionally, a significant correlation was observed between the scores of RFQ-8 and MMQ subscales and psychopathological symptoms. Finally, statistically significant associations were identified between MMQ's poor mentalization subscales and RFQ-8's uncertainty and certainty scores. Discussion and Conclusions: The results of this study suggest that both instruments demonstrate adequate psychometric properties, capable of discriminating clinical populations from the general population. The relationship between mentalization, as measured by RFQ-8 and MMQ, and psychopathological symptoms is consistent with literature indicating compromised reflective function in various clinical situations, to be considered in psychotherapeutic interventions. Lastly, the significant associations between the scores of the two instruments indicate convergent validity. Thus, both RFQ-8 and MMQ can be relevant tools for research and assessment/intervention.